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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

MUNDO DO ISLAMISMO E MEIO AMBIENTE


Artigo de Jair Donato
O Islamismo, maior religião do mundo, em número de adeptos, é um movimento religioso fundado pelo profeta Muhammad, na Península Arábica, 570-632. A doutrina Islam, termo que significa “submissão a Deus” baseia-se no livro sagrado Alcorão. É uma religião monoteísta e os mulçumanos acreditam que Allah, único Deus, criou a natureza por meio de um ato de misericórdia. Mas, o que Islam pode oferecer para uma vida moralmente correta nas questões ligadas ao meio ambiente?

Fora a visão fundamentalista, apresentada na mídia, em face de algumas ações radicais do viver de uma parte mulçumana, o Islamismo é uma religião que traz na essência o contexto da harmonia, focado na paz e nos valores éticos. Segundo Adan Z. Amim, diretor do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas em Nova Iorque, além da preocupação do Islam com a justiça social, do cuidado com os pobres, com órfãos e com as viúvas, possui também uma relevância mais ampla que envolve as questões ligadas ao meio ambiente, a proteção do solo e ao tratamento adequado da biodiversidade, que atualmente estão sendo defendidas pelos fiéis e professores.

Mas, se os ensinamentos islâmicos valorizam grandemente a natureza como criação de Deus, por que razão muitos estados islâmicos optam por destruir a natureza? O iraniano Seyyed Hosseum Nasr, professor de Estudos Islâmicos da Universidade de George Washington, destaca esses contrastes culturais através da visão islâmica em relação a natureza em contrapartida a atual civilização islâmica que não tem conseguido condutas de acordo com a tradição. Também o professor de Paz Islâmica, Abdul Aziz Said, esclarece que pelo conflito existente nos países mulçumanos que causa um desapontamento pela proliferação e degradação ecológica e dos recursos naturais no mundo mulçumano é que causa um choque entre a cultura tradicional do Islam e a realidade dos países islâmicos que brigam pelo poder e pela influência. Contudo, não é difícil encontrar no Alcorão uma ética para a administração ambiental, diz Said.

Ocorrem diversas questões nos paises de maioria mulçumana, onde estão concentradas importantes reservas energéticas do mundo, tanto no Oriente Médio, como na Ásia Central e na região do Cáucaso, conforme comenta o professor José Arbex Jr, da PUC de São Paulo, como os conflitos entre xiitas e sunitas, em relação aos mulçumanos das demais áreas. Mas não dá para falar num só mundo islâmico para não associar o termo Islam com idéias de fundamentalismo e fanatismo, atos praticados por movimentos extremistas de países islâmicos, que se apropriam da religião para preencher vazios de opções políticas e sociais, questões de poder e influência, afirmam os estudiosos do Islam. No entanto o espaço aqui é curto para abordar esses aspectos e o foco somente na essência do Islã, talvez seja o mais importante para a reflexão proposta sobre o meio ambiente.

Ainda segundo Amin, as reflexões sobre a metáfora Islâmica do jardim e as imagens da águas férteis fornecem recursos para repensar o relacionamento humano com o mundo natural. Uma característica marcante do discurso corânico, conforme apresenta o professor Abdul Said, é a ênfase a que os povos usem a inteligência inata para compreender a orientação revelada no Alcorão e na natureza. Pois o “livro sagrado” exorta o leitor a ponderar, refletir, pensar e entender. A verdadeira base da Paz no Islam é o conhecimento da unidade transformadora, frisa a responsabilidade e a importância de respeitar limites, o sentido do cuidar e do servir, complementa o professor.

Na visão do Islam, todo o Universo, incluindo a Terra, todos os seres viventes e o próprio homem foram criados por Deus (Allah). “E de Allah é o que há nos céus e o que há na terra. E Allah está, sempre, abarcando todas as cousas”, suhah 4: 126. Estudiosos do Alcorão afirmam que o meio ambiente baseia-se no entendimento de que tudo no Universo é criação de Deus, pois é Ele quem adorna o céu com o Sol, a lua e as estrelas e a face da terra com flores, árvores, jardins, pomares e espécies animais.

O teólogo Marcial Maçaneiro apresenta o texto corânico como um elenco de virtudes intelectuais, morais e espirituais. Ele destaca 04 princípios de sustentabilidade, que expressam a base da moralidade ecológica do Islam: 1. Princípio da Unidade (tawid), mostra que Deus criou a todos de forma igual e com os mesmos direitos. 2. Princípio da Criação (fitra), continua na questão da criação e fala sobre biodiversidade e da necessidade de conservar essa diversidade. 3. Princípio da Balança (mizan), preceito em que o contexto desse equilíbrio é reforçado. 4. Princípio da Responsabilidade (khalifa), sobre a conservação da criação como forma de corresponder a vontade divina.

O tawid demonstra que todos são unos e iguais perante Deus e que os seres humanos não são “donos” dos demais seres e que o mundo não é uma propriedade para ser usada sem planejamento e irresponsavelmente, complementa Maçaneiro. No próximo artigo, a visão do Judaísmo sobre o mundo natural.

Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail:
jair@domnato.com.br

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

MUNDO DO BUDISMO E MEIO AMBIENTE


Artigo de Jair Donato
Será que o Budismo tem algo a oferecer aos não-budistas sobre meio ambiente? Os estudiosos sobre essa religião mostram que ela oferece grande contribuição, não apenas espiritual, mas, também ao mundo dos negócios, principalmente nessa época que a produção e o consumo devem ser ecologicamente corretos. Executivos do mundo corporativo global utilizam preceitos budistas para uma vida melhor, meditativa, com qualidade de vida, postura que contribui na reavaliação do papel do mundo competitivo nas lutas ecológicas, principalmente nas questões atuais ligadas a sustentabilidade.

Foi a partir do ambiente Hindu do Século VI a.C que um novo movimento religioso começou a influenciar a sociedade indiana: o Budismo. O líder dessa significativa religião, Siddhartha Gautama, um jovem guerreiro que pertencia à alta classe social, renunciou tal reconhecimento para alcançar a iluminação, vindo a se tornar Sakyamuni, o iluminado da tribo dos Sakyas, a quem pertencia. Daí se manifestou o Buda e toda a tradição conhecida secularmente e adaptável a diferentes culturas, expandidas a partir da Índia para o China, o Japão e o resto do mundo.

Filho do governante do reinado Sakya, rei “Suddhodana”, nas planícies de Terai, no Nepal, região de rica colheita de arroz naquela época, mesmo antes da Iluminação, ao renunciar o principado, Gautama teve grande convivência com a natureza, durante as práticas ascéticas brâmanes, na floresta, período em que se alimentava apenas de grãos e convivia com os animais, embora descobrisse depois que tais práticas não eram adequadas à liberdade espiritual.

Quando Sakyamuni alcançou o despertar do “Caminho do Meio”, estava embaixo da árvore Bodhi. E após longo período de propagação da verdade, já de idade avançada, ele recuperava as próprias forças nas montanhas para recomeçar a viagem de peregrinações, até a despedida dele deste mundo, o que ocorreu também embaixo de duas árvores, numa cama improvisada, ao completar 80 anos. Uma lenda budista afirma que “as duas árvores sala gêmeas transformaram-se em flores, desabrochando fora da estação, se depreenderam e caíram, espalhando-se e cobrindo todo o corpo do Buda.”

O Budismo foi a primeira religião mundial e a primeira a transcender as fronteiras da língua, os padrões de relacionamento familiar, as estruturas políticas, as áreas culturais e geográficas. Essa é uma consideração do estudioso, Lewis Lancaster, autor da obra Buddhism and Ecology. Segundo ele, o Budismo tem condições de oferecer um “modelo para uma era de contatos internacionais entre as pessoas de diferentes formações e histórias culturais”.

Segundo Lancaster, o Budismo, mesmo sendo uma religião tida por muitos como específico para assuntos espirituais e mentais, é um guia importante na parceria com os comerciantes. Conforme apresenta o estudioso, trata-se de uma religião de comerciantes desde o início, fator que contribuiu também para o crescimento dela. Ela passou a existir não como uma tradição limitada à selva, mas como parte do crescimento urbano.

Buda falava para homens comuns e para reis, ele também recebia doações dos comerciantes e teve como um dos mais importantes colaboradores, Anathapindada, que era muito rico e benevolente, foi quem doou uma área com árvores para Buda e seus companheiros, local em que se tornou o primeiro monastério da ordem Budista. Vimalakirti, tido como o adepto ideal, foi outro cidadão rico contribuinte. Embora surgido no vale do Ganges, a percepção local da natureza pela cultura local era diferente nos tempos budistas iniciais.

No entanto, foi na China, conforme os estudos de Lancaster, quando chegou o Budismo, que a natureza começou a ser vista numa forma mais profunda na relação com o homem, embora os chineses já tivessem uma valorização sobre ela. O Budismo conseguiu fornecer a eles uma forma importante de lidar com o meio ambiente. A partir daí foi revolucionado o conceito de natureza búdica, com a percepção de que objetos, coisas sem sentimentos, como a rocha, a árvore, a flor, a montanha, a neve, a água, tudo possuía natureza búdica. Essa ramificação se estendeu além da religião, permeou também pela literatura e pela arte. A partir do Budismo chinês fortificou-se também a visão de que a natureza é curadora.

No clássico budista Bodhicharyavatara, o “Guia para o Modo de Vida do ser desperto” do mestre erudito indiano Shantideva, século VIII, foi compilada a seguinte reflexão: “Quando você joga fora seu cuspe e escovas de dente, deve escondê-los bem, longe da vista. Despejar lixo nos espaços comuns e no sistema de água causa doenças”.

A noção de paz, de tranqüilidade e do espírito de harmonia do homem com a natureza, talvez seja a maior contribuição transmitida pelo Budismo para a época atual, no corre-corre moderno como reflexão e repensar na relação estabelecida com o meio ambiente. Diz o Dalai Lama: "É triste passar pela vida causando problemas a outras pessoas e ao ambiente". No próximo artigo, a visão do Islamismo sobre o mundo natural.

Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail:
jair@domnato.com.br

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

MUNDO DO HINDUÍSMO E MEIO AMBIENTE


Artigo de Jair Donato
Questões ambientais parecem fáceis de serem entendidas, pois fazem parte dos livros didáticos e invariavelmente a maioria das pessoas já teve informações sobre o tema, assim como a mídia evidencia cotidianamente fatos, catástrofes e os mais diversos fenômenos que ocorrem quase em toda parte do globo terrestre devido as mudanças climáticas. No entanto, para os especialistas, em escala global, esse é um tema muito complexo, especialmente porque influencia as atividades humanas na Terra.

Sobre o convívio do homem com a natureza, dentre as maiores religiões da face da Terra, existe o Hinduísmo, uma religião em que por volta de 1.200 a.C já havia textos sobre as tradições existentes. No entanto, foi somente no século XIX, com as formações religiosas entre os indígenas e os indianos é que foi denominada como “Hinduísmo”, nome dado inicialmente, numa alusão à terra do vale dos Indus. Denominação também usada para se referir a um suposto sistema de crenças e práticas religiosas, de vocabulário comum, do povo indiano que não pertenciam ao Jainismo, nem ao Islamismo. Hindu foi ainda um termo que os mulçumanos utilizaram, na época, para denominar os nativos do Sul da Ásia que não tinham se convertido ao Islã.

Essa religião é tanto nova quanto secular, cresceu sem hierarquia única e não possui uma figura de fundador ou rigidez nos ensinamentos. E 83% da população da Índia comungam os preceitos nela existentes, que incorpora todas as formas de crença e culto sem necessitar de seleção ou eliminação de qualquer uma. É doutrinariamente tolerante e reverencia a divindade em todas manifestações. Embora com aspectos politeístas, estudiosos afirmam que o hinduísmo seja Henoteísta, uma espécie de transição com o monoteísmo por considerarem Brahma (O Absoluto) como o princípio de tudo.

É nessa multiplicidade de crenças, conforme apresenta o pesquisador do Yoga, Christopher Chapple, que se destaca a visão do mundo natural do Hinduísmo, nascido nas beiras dos rios Indus e Ganges. Para os que professam essa religião, as montanhas, os rios, as árvores, são sagrados e relacionados à sobrevivência da terra e do povo, são considerados espíritos individuais cobertos pela consciência universal. Trata-se de uma sociedade tradicionalmente agrícola, da época em que produtos da Índia não apresentavam ameaça ao meio ambiente.

Para a cultura tradicional Hindu até o lixo é integrado ao ciclo dos processos da vida, a exemplo do excremento fecal da vaca, um animal onipresente para os indianos, recolhido em pequenas porções e vendido para ser usado como gás de cozinha. Outras práticas de tratamento ao lixo, secularmente praticadas por esse povo, senão fosse o atual esbanje de desperdício, seriam condizentes com um modelo ideal para um viver ecológico.

Para os hinduístas há uma correlação entre o mundo exterior e o indivíduo, que indica continuidade entre o homem e a natureza na criação cósmica. Eles acreditam que as forças que compõe o universo também se encontram dentro do corpo humano. Existe o Rig Veda, uma coleção de louvores em forma de hinos, composto de considerações às forças naturais, tais como os rios, que são vistos como deuses, o vento e o fogo como entidades masculinas. Há uma profunda relação entre a natureza, a ordem humana e o pensamento dos vedas que vêem todas as coisas do mundo material como atributos da consciência universal, na essência.

Ainda de acordo com Chaplle, “o lixo na Índia faz parte do cenário; a mãe terra da Índia recebe e processa todas as coisas”. Porém, como O País indiano é uma das economias industriais que cresce muito, já possui desafios demasiados para os ambientalistas. Ao que se nota, o ambientalismo Hindu contemporâneo é motivo de preocupação, a poluição e o consumo desenfreados que provocam altos efeitos destrutivos, tudo isso pode dificultar o processo cultural hinduísta que há séculos apregoa o meio ambiente como sagrado. Contudo, parece que uma notável consciência ambiental está surgindo, observa o pesquisador. Na tradição Hindu, as pessoas não se separavam da terra, tudo era continuidade. Para a essência do pensamento Hindu a natureza está sendo desrespeitada e Ganges, a deusa mãe, parece inconsolável.

Essa relação do pensamento hinduísta com a natureza merece atenção e reflexão. Fica o desejo de que a essência brâmane seja permeada no planeta. Eis o que revela um dos hinos Veda: “Como uma árvore da floresta, simplesmente assim, certamente é o homem. Seus cabelos são folhas, sua pele, a copa da árvore. Da sua pele, o sangue; da árvore, a seiva flui. Dele vem um fluxo quando perfurado, tal como da árvore, quando cortada. Seus pedaços de carne são sub-camadas de madeira. A fibra é como músculo forte. Os ossos são a matéria por dentro. O tutano é feito parecendo o miolo das plantas.” No próximo artigo, a visão do Budismo sobre o mundo natural.

Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail:
jair@domnato.com.br

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

VOCÊ PLANEJA SUA VIDA?


Artigo de Jair Donato
Pense numa vida planejada, dirigida com responsabilidade social e ambiental. Todo ser humano passa pela fase do “construir”, sejam sonhos, ideais, objetivos, além de estabelecer metas, planejar o que for desejável na vida, trabalhar e investir na busca da auto-realização. É estratégico um planejamento nas mais diversas áreas, pessoal, profissional, financeira, mental, social, dentre outras. Mas nem todos possuem um comportamento. Ninguém planeja fracassar, porém a maioria fracassa por não planejar e deixa se levar pela vida. Construir, usufruir e manter se trata de atitude, é algo saudável. Por isso o planejamento é fundamental.

Você possui metas claras, definidas e principalmente por escrito? Uma pesquisa realizada em 1953 com formandos de uma faculdade na universidade americana de Harvard, a respeito de metas, mostrou um resultado surpreendente. Perguntaram para dois mil acadêmicos já no fim do curso, quantos dentre eles tinham objetivos e metas claramente definidos e por escrito. 85% dos entrevistados responderam que não tinham nem idéia do que iriam fazer após terminarem a faculdade. E 12% tinham uma idéia vaga do que queriam fazer, montar um negócio, trabalhar em uma grande corporação, voltar para a cidade em que nasceram, trabalhar com o pai, ou prestar um concurso, dentre outras declarações. Os 3% restantes tinham metas claramente definidas e no papel.

Vinte anos após, em 1973, os pesquisadores foram conferir como estava a vida de cada um daqueles profissionais no mercado de trabalho. E o resultado foi realmente impressionante. Os 3% que duas décadas antes, sabiam exatamente o que queriam, valiam mais econômica e financeiramente do que os outros 97% juntos. Sabe o que isso significa? Se somasse a renda daquela minoria, resultava em um montante maior que o ganho dos outros 97%. E mais: a qualidade de vida em termos familiares, atitudes positivas, saúde, viagens, paz de espírito e outros itens, que não dá para contabilizar em números, era muito superior do que dos demais.

Coincidência? Não poderia ser. Os 3% sabiam para onde estavam indo com as próprias vidas. Trazendo esse exemplo para o mundo atual, perceberemos a área ecológica é uma das mais importantes que merecem planejamento, seja individual ou coletivo, seja no mundo corporativo, no institucional ou no governamental. Tudo o que puder ser feito em prol do meio ambiente, é importante que o planejamento seja estratégico. Trata-se de um ato que compete ao gestor, ao líder ou ao executor, em casa ou na empresa, é de responsabilidade geral cuidar dos recursos naturais que estão frágeis nesses tempos de alterações climáticas.

Planejar bem e sustentavelmente é uma política que deve fazer parte da cultura das organizações desde antes da produção e em todo o processo logístico subsequente. Deve ser um valor também para a sociedade do consumo e na prestação de serviços. A partir de agora, saber o impacto de todos os movimentos, seja na família ou no mundo dos negócios é condição para a garantia de qualidade de vida da humanidade.

Recentemente um novo estudo científico apresentado na revista "Nature Geoscience" mostra que o nível médio do mar vai mesmo subir entre 7 e 82 centímetros até 2100, por causa das mudanças climáticas, o que reforça os dados previstos anteriormente pelos cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, IPCC, estudiosos sobre o clima que fazem parte da Organização das Nações Unidas.

Esse estudo é um modelo matemático baseado nas oscilações do nível médio do mar ao longo dos últimos 22 mil anos. Até 2100, devido ao aquecimento global, a linha d'água oceânica poderá chegar até 1,80 metro mais alta, dados superiores ao que mostrou o IPCC, que previu aumento entre 18 e 59 centímetros. Outro estudo publicado no primeiro semestre deste ano, através de medições reais, mostrou que a velocidade no aumento do nível dos oceanos, entre 1993 e 2008, foi quase o dobro do que foi verificado em quase todo o século XX. mas de medições reais.

Parte dessas catástrofes, além das ocorrentes, deriva do uso sem planejamento dos recursos naturais e da alta produção de gases poluentes no mundo do consumo de forma irresponsável. A verdade é que faz muita diferença em uma década na vida de uma pessoa ou de uma empresa que possui objetivos, metas e modelos sustentáveis bem traçados e definidos, de preferência, por escrito. O consumidor começa a ficar alerta aos impactos que ele mesmo produz.

Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail:
jair@domnato.com.br