VOCÊ
IMPÕE OU INFLUENCIA?
Artigo de Jair Donato*
No artigo anterior a
abordagem foi sobre porque que chefe não é um líder. Toda organização necessita
de gestão,
contudo a liderança se torna um fator primordial em todas elas. Infelizmente
essa tem sido uma negligência por parte de muitos gestores. No mundo da administração,
processos e tecnologia são partes de uma tríade que só é completa quando as
pessoas são bem conduzidas, isso é liderança. Ao passo que o processo de liderança é uma influência de
relacionamento, a gestão é uma relação de autoridade, e juntos, um complementa
o outro.
Liderança
é necessária em todas as áreas da vida, como também é primordial nas empresas. O
administrador ou o gestor precisa entender sobre o que provoca a motivação
humana, nisto consiste o saber conduzir pessoas, é aí que está a arte de
liderar. Para que se estabeleça a eficácia, é necessário entender que a
liderança é mais que uma competência técnica, entender de comportamento, do que
de fato influencia positivamente as pessoas é fundamental.
É por isso que a liderança
é um aspecto de subjetividade, pois ela depende dos outros perceberem naquele
que assume a função de líder a competência em liderar, é daí que surge a
confiança. Apenas executar um bom trabalho não é suficiente para se tornar um
líder, é necessário que seja reconhecido sem se impor. Um cargo hierárquico isolado de
habilidades de relacionamento e controle das emoções não faz de nenhum
profissional um líder. Pois liderar não está na posição que ocupa, é uma
escolha que deriva da percepção do outro, ou seja, da equipe liderada. Quem não
lidera pouco propõe e mais impõe, e isso gera pessoas confusas. O verdadeiro
líder é o que sabe defender valores que representam a vontade coletiva.
Pois se ele não soubesse fazer isso, não seria capaz de influenciar os
liderados à ação.
Por
essa razão é que o poder legítimo, aquele conferido pela posição funcional ocupada
na organização, varia de um para outro. Enquanto o líder o aplica para promover
as demais pessoas, o que não tem o devido preparo e atua apenas como “chefe”,
pode usa-lo em prol das próprias frustrações e interesses, provocando imposição
e massacre psicológico na equipe que gere, isso tem sido grande causa de
assédio moral atualmente nas corporações. Uma das maiores figuras americanas, Abraham
Lincoln, disse que para conhecer mesmo
uma pessoa, dê a ela poder.
Produtividade, alto
desempenho, suplantar metas com lucratividade são resultados advindos de boas
práticas de gestão com liderança e o que foge disso são apenas resultados em curto
prazo e ausente de fatores ligados a qualidade de vida. É chegada a hora em que
chefes, administradores e demais profissionais com cargos de responsabilidades
nas organizações repensarem sobre as habilidades que possuem para liderarem
melhor.
O ato de liderar,
portanto é agir como agente de mudança e tem muito mais a ver com atitude e
comportamento do que com preparo técnico. Há muitas empresas que se tornam
reféns de alguns profissionais apenas por possuírem habilidade técnica, mas
desprovidos de liderança. Basta conferir o alto índice de rotatividade nos
setores que esses profissionais atuam. E mais, a insatisfação dos que
permanecem no ambiente de trabalho mascaram a produtividade apresentada.
*Jair
Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas,
professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de
Vida. E-mail: jair@domnato.com.br











