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terça-feira, 25 de agosto de 2015

PENSAMENTO QUÂNTICO
Artigo de Jair Donato

No artigo anterior abordei sobre o impacto que pode ter o pensamento coletivo ao focar nas possibilidades de crescimento em momentos difíceis e agir com base em tal direção versus a concentração na “crise”, atendo-se a lamúria ao invés de ação para a mudança. Talvez essa seja uma maneira autêntica de se aproximar tanto da paz mundial como da estabilidade na economia e a animosidade nas relações interpessoais. É este um redirecionamento que pode ser denominado de salto quântico da humanidade.

Perceba que antes da construção da parte visível de uma casa, como paredes, colunas, muros, cores e detalhes, há a necessidade de sedimentar a base, que é oculta e pouco perceptível. Mas ela existe e deve ser a primeira parte a ser edificada. Pois dela depende o que sustenta a construção. Analogamente, podemos considerar o pensamento como a base da construção do destino e do rumo de uma sociedade. Então, como está a base da sua edificação? Que tipo de pensamento você solidifica neste atual contexto de impermanência frente aos desafios individuais e coletivos?

Considero mais alarmante o número de pessoas que propaga o fator crise do que os fatos que provocam determinada recessão, o que é comum e inerente em todas as épocas, seja no mundo econômico, na política ou na gestão. Crise é como virose, quando um começa a propagar, a coisa permeia rapidamente e mediante qualquer sintoma, o senso comum sem preparo diagnóstico já afirma: é virótico. E a ideia divaga até que se perca o foco. Há sempre uma discrepância prejudicial entre aquilo que é fato e o que é percepção.

A influência psicológica no âmbito coletivo é demasiada. É notável que quando um assunto passa a ser o mais comentado por um grupo de pessoas, alcança uma dimensão maior do que aquilo que é veracidade. Você se recorda da época do “chupa cabra”? Parecia que todo mundo passou a ver o suposto bicho, embora o medo, a especulação e a fantasia eram os protagonistas da vez. E das pessoas abduzidas pelos extras terrestres? Veja o que acontece quando a mídia, por exemplo, foca em determinado assunto independentemente de quem a satisfaça com a pauta, parece mobilizar o país inteiro sobre aquilo. Em seguida, basta mudar o foco que a maioria segue e esquece rapidamente sobre o que era comentado na semana anterior.

Ao analisar a estrutura de um elétron, constata-se que ele gira em torno do núcleo do átomo, o que todos sabem. Mas, ele faz isso com maestria. Ao trocar de camadas de rotação, ele simplesmente não amplia a distância do próprio trajeto circular. Curiosamente, essa partícula empreendedora dá o que é chamado de Salto Quântico. Ela se teletransporta para uma camada superior enquanto consome energia e libera luz. Mas, se ela quiser descer para outra camada, apenas libera energia.

É inegável que o pensamento age da mesma maneira no corpo e nas circunstâncias do indivíduo. São diversas enzimas e incontáveis reações químicas produzidas no organismo em detrimento da qualidade do pensamento humano. Sabe-se que a natureza humana pode ser modificada pela repetição de determinado comportamento. O pensamento é algo que possui alto teor quântico capaz de alterar as moléculas no reino mineral. Estudos laboratoriais constatam que até mesmo um átomo de metal reage à personalidade humana.

Logo, o ato de pensar é um esteio para a construção de um corpo e uma mente saudável ou doentia. É como uma casa que pode ter uma base forte ou vir a ruir pela má qualidade do material utilizado na base. Foi o filósofo Platão quem disse que o homem vive no mundo da segunda criação. O primeiro mundo é o do pensamento, das ideias, pois é lá que tudo surge. A ideia da crise, da doença, do êxito e da saúde vem antes de lá; e se desenvolve quando encontra cultivo e terreno fértil. Isso, em qualquer contexto, seja na política, na economia, no ambiente de trabalho, na vida social ou no corpo físico. Há uma interação entre o metabolismo do corpo, o contexto humano e os padrões de pensamento, que influenciam significativamente também nos sentimentos e nas emoções.

Henry Ford elucidou que se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma, você está certo. Afinal, a crença é sua. É por isso que sua realidade surgirá sempre daquilo que você foca. Então, qual é mesmo a realidade que você continua a recriar?


Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida.  E-mail: jair@domnato.com.br

terça-feira, 18 de agosto de 2015

CUIDADO COM A CRISE
Artigo de Jair Donato 

Você já parou para refletir sobre o que é mesmo uma crise, a exemplo daquela que tanto se comenta atualmente? Por que tanta gente replica o falatório de que estamos em crise? É hora de ponderar sobre a possível discrepância existente entre as atuais dificuldades na gestão pública e econômica que o Brasil atravessa, e o alarme que a massa coletiva espalha. Claro que uma mídia sensacionalista, críticos de plantão, além dos pessimistas de carteirinha que pouco fazem para estabelecer mudanças e querem mais é ver o circo pegar fogo, contribuem muito para isso. Tenho percebido tal repercussão com tanta frequência que até evito perguntar ao taxista como ele está, tampouco ao dono do restaurante ou ao gestor do mercadinho. A maioria só fala na crise e nada de oportunidade.

Mas qual efeito poderá ter se todo mundo investir na diversidade de comentários sobre a crise, xingamentos, lamentações e indignação? Você já percebeu que quando um grupo começa a falar que uma nova virose está chegando, muita gente logo sente o sintoma embora nada seja diagnosticado? Outros estocam remédios, fazem simpatias, replicam comentários e se enchem muito mais de medo do que de preparo.

Ao considerar o contexto social e psicológico, até que ponto o indivíduo recebe influências externas ou ele possui maior capacidade para se definir apenas pelas referências internas? Embora o homem não possa ser definido como marionete, em que apenas vive a mercê do ambiente externo, parece inegável que a influência psicológica do âmbito coletivo seja considerável.

Há um experimento iniciado na década de 1950, relatado pelo escritor Ken Keyes no livro “O Centésimo Macaco”, que elucida sobre o poder de uma ideia quando ressaltada por uma coletividade. O estudo foi realizado sobre o comportamento de macacos selvagens numa ilha ao norte do Japão. Análise análoga sobre o resultado revelou uma situação que mostra possibilidades da transmissão de um pensamento quando é massificado de maneira coletiva.

O fato consistiu no seguinte. Os pesquisadores deram batatas doces sujas de areia aos macacos da ilha Koshima. Mas, eles recusaram come-las por que não gostaram. No entanto, uma macaca, que recebeu o nome de Imo, instintivamente se destacou dentre os outros por ter levado as batatas a um riacho e as lavou, em seguida ela comeu. Essa atitude foi ensinada aos outros macacos da tribo, que também passaram a agir do mesmo jeito.

Isso não correu com todos, mas a maioria passou a utilizar o benefício da descoberta. Foi então quando colônias de macacos de outras ilhas também passaram a fazer o mesmo. Eles lavavam as batatas antes de ingeri-las.

Os pesquisadores consideraram que quando uma quantidade de indivíduos que adquire determinado conhecimento, atinge certo número, embora não seja algo definido cientificamente, esse novo conhecimento passa a ser transmitido de uma mente para outra em forma de energia e à distância. Semelhante, se um número suficiente de pessoas pensar repetidamente em coisas seja de cunho positivo ou negativo, será como estabelecer a criação de um campo mental formado pelos pensamentos dessas pessoas, o que poderá de alguma maneira contagiar outros indivíduos.

Não se pode negar que o pensamento cíclico de um grupo, ainda mais se vivenciado por emoções e sentimentos, tenha mais energia do que um pensamento individual esporádico. Pensar é importante, é algo que se concretiza, isso não é papo místico ou filosófico, é ciência. Comprovações em laboratórios indicam que o pensamento também é matéria e que quando o cérebro o exercita, duas substâncias básicas do organismo são queimadas, glicose e oxigênio. Então, o que você acha de uma população que perde o foco e viraliza o pensamento voltado somente para a crise?

Já pensou se acima de cinquenta por cento da população focar o pensamento nas possibilidades de crescer em momentos difíceis e agir com base nesse foco? Imagine ainda tal redirecionamento em prol da paz mundial. Esse poderia ser o salto quântico da humanidade. Mas esse será o tema do próximo artigo.


Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida.  E-mail: jair@domnato.com.br

terça-feira, 11 de agosto de 2015

IMPACTO DE UMA ESCOLHA
 Artigo de Jair Donato
 
Você tem refletido sobre as escolhas que tem feito nas diversas áreas da sua vida? O resultado da maior parte delas contribui para sua autorrealização? Talvez você já tenha visto alguma pessoa com boa formação, inteligente, mas que quase sempre toma decisões erradas. Outras que com poucas oportunidades, fizeram escolhas proveitosas. Então, esse é o tamanho poder da escolha. Um dos fatores que pode provocar sofrimento psíquico ao indivíduo é a angústia ou a culpa em torno do que ele escolhe. Por mais que o indivíduo aja passivamente e não opte nem por A ou por B, isso já é uma escolha, e ele terá as consequências concernentes.

A romancista J. K. Rowling acentua que mais do que nossas habilidades, são as nossas escolhas que mostram quem somos de fato. Na vida, há quem escolhe a liberdade, outros a escravidão. Há quem escolher casar em detrimento a vida de solteiro. Há aqueles que escolhem a felicidade, outros se sabotam por toda a vida. Tudo isso se dá pelas opções feitas, sejam em relação aos parceiros escolhidos, aos bens adquiridos, as decisões tomadas por impulso ou mesmo racionalizadas. Enfim, se refere a tudo que se faz como também a tudo que se deixa de fazer. Ninguém vive sem a demanda da escolha, em todo tempo.

A corrente filosófica existencialista, encetada por Martin Heidegger, considerada uma filosofia da liberdade, coloca a questão do ser como a máxima tarefa da reflexão e da ação humana. Ela sustenta que o homem é um ser de possibilidades, e que é igualmente responsável pelas decisões e escolhas que faz. O existencialismo é considerado como uma filosofia da liberdade. Ser livre, no caso é uma afirmação de que sempre há possibilidade de escolha, margem de opções.

O homem, ao mesmo tempo em que é um ser aberto ao mundo, vive à procura do objeto que satisfaça o estado de carência dele e que motive a própria realização psíquica e existencial. É quando se estabelece uma demanda de opções a ele. Através do processo existencial é possível entender que faz parte da essência humana as tarefas da escolha, da decisão e da tomada de consciência sobre a responsabilidade por tudo isso. É bom que o indivíduo faça as próprias escolhas, ou então ele será parte das estratégias de outrem, alerta o escritor norte-americano, Alvin Tofler.  

Contudo, a escolha é um dos fatores que pode provocar sofrimento psíquico ao indivíduo, o que leva muita gente a não conviver bem com essa situação. Quantas decisões falhas e opções que não atendem as próprias expectativas ocorrem pela angústia provocada pelo leque de escolhas disposto ao indivíduo que se vê responsável por movimentar-se diante delas. Torna-se inevitável que o ser humano sofra e se angustie diante das escolhas que surgem como condição inerente à própria existência. Foi o filósofo dinamarquês Soren kierkegaard, referência no conceito de angústia, quem afirmou que mesmo que se queira é impossível escapar da determinação dos momentos de decisão.

As escolhas são experiências únicas. Seja dor ou prazer, quando provocados pelas opções estabelecidas, se torna uma vivência ímpar que só o próprio ser pode cuidar, tomar consciência e entender isso. A sabedoria popular apregoa que cada escolha é uma renúncia. Escolha ser o que você quiser. Essa pode não ser uma tarefa fácil, mas é o roteiro de cada um.

Talvez as melhores escolhas sejam mesmo aquelas percebidas pela própria consciência. Caso contrário, a vida poderá ser um emaranhado de movimentos repetitivos e involuntários. A angústia humana sobre as tomadas de decisão poderá ser menor se a passividade diante da vida for minimizada, embora tudo seja um risco. É possível que não haja ninguém melhor do que você para escolher as circunstâncias para sua vida. É um jeito livre de não se tornar marionete do destino, nem culpar outrem pelos resultados obtidos. Afinal, ter de decidir deixa o indivíduo, se não angustiado, no mínimo apreensivo. Então, quem mais tem decidido sobre sua vida no roteiro que você possui?


Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida.  E-mail: jair@domnato.com.br

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

MECÂNICA DA ATENÇÃO
Artigo de Jair Donato

O cérebro humano é um mecanismo complexo em que faz com que prestamos atenção muito mais naquilo que queremos ao mesmo tempo em que não damos foco ao contrário. Por uma questão de defesa e economia de energia, ele foca prioridades. Você já percebeu esse movimento que é involuntário até que você preste atenção nele? O grande lance é ter consciência se aquilo que você dá foco é construtivo para sua vida. Pois há muita gente que foca toda a energia naquilo que não quer. Isso se dá quando fala da pobreza enquanto tudo que quer é a prosperidade. Ou se fala pormenorizadamente sobre a doença, sendo que deseja a saúde. Tantos outros nem falam e não investem na própria carreira, enquanto criticam os que crescem.

Uma das características do sistema visual do indivíduo é a atenção seletiva. Você já viu no que presta atenção uma mulher grávida, por exemplo? Ela, quando sai às ruas ou se vai ao shopping, consegue mapear todos as lojas de roupas de bebês que existem. Da mesma maneira que você quando possui o veemente desejo de adquirir ou trocar seu carro, ao transitar pelas ruas consegue ver um número enorme de veículos semelhantes ao que você deseja.

Uma boa postura sobre a percepção de si mesmo é ter consciência sobre o que você dá mais atenção na vida, se ao problema ou a solução. Há uma metáfora sobre isso que retrata o momento em que os americanos iniciaram as atividades de lançamento de astronautas no espaço. A princípio, eles se depararam com o problema das canetas que não funcionavam quando a gravidade estava próxima de zero. E para resolver tal entrave, foi contratada uma famosa empresa de consultoria em que foi investido 12 milhões de dólares para resolver o problema. Então eles desenvolveram uma caneta que escreve em gravidade zero. Escreve também de ponta cabeça, debaixo d’água e em quase todas as demais superfícies, em temperaturas desde trinta graus centigrados abaixo de zero até 300 graus. E os russos, o que fizeram? Eles usaram lápis.

Na busca da consciência, você poderá perceber que se torna naquilo que faz com sua própria atenção, e também pela falta dela. Pois se você não souber onde está sua atenção, o que faz com ela, e o que ela faz, certamente passará parte da sua vida como se anestesiado estivesse. No atual mundo da conectividade em que tudo acontece numa velocidade cada vez maior e permeada pela perecibilidade, ter foco e a consciência dele é o jeito para se tornar cada vez mais produtivo. Enquanto a percepção como motivação intrínseca pode ser estabelecida, gerir eficazmente o tempo pode ser a saída extrínseca para não perder o foco e selecionar a atenção naquilo que contribui para sua evolução.

Há muita gente que expressa o desejo se ser feliz. Mas será que isso será possível só pelo fato de pensar na felicidade? É claro que isso também depende da ação, mas antes de tudo é algo que depende da realidade consciente, o que não necessariamente são todos os momentos presentes. Afinal, é a sua atenção que posiciona sua mente. Afirmam os estudiosos do comportamento que ter foco leva você à satisfação para alcançar objetivos. Então, no que você está dando foco na sua vida? Quais são os seus posicionamentos presentes?


Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida.  E-mail: jairdomnato@gmail.com

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

AUTOLIDERANÇA
Artigo de Jair Donato 

Você é líder de si mesmo? Essa é uma atenção que requer a melhoria interna do indivíduo. Há uma infinidade de abordagens sobre estilos de liderança. No entanto, para entender melhor o seu comportamento enquanto líder, o autoconhecimento pode ser a melhor proposição. Pois nem sempre você encontrará o seu estilo nos livros sobre determinados perfis de líder. Mas, ao desenvolver a autopercepção, você conseguirá descobrir os traços peculiares ao seu modo de agir e influenciar os outros.

Dessa maneira, ao exercer a liderança, ela passa a ser um processo andragógico de ensinar as pessoas a pensarem e a refletirem para busca do conhecimento, cada uma em si mesma. A força disciplinar e a coragem são processos de enfrentamentos necessários para gerir os próprios medos.

Igualmente, a transformação quando ocorre pela reflexão e respeito à própria visão de mundo, aos valores internos e as crenças cristalizadas, elas propiciam melhor aprofundamento da aprendizagem e assim incorporar novas habilidades para o exercício da liderança.

O contexto atual em que vivemos, marcado pela descontinuidade, é uma ocasião que requer raciocínio e respostas imediatos. Habilidades comportamentais como criatividade e flexibilidade devem ser desenvolvidas sem resistência para que o alinhamento individual se reverta em sucesso. A quebra de paradigmas sobre os processos na gestão dos negócios e da carreira é uma reengenharia que exige antes a mudança das perspectivas internas.
Dificilmente uma pessoa que assume uma função de liderança conseguirá exerce-la de fato, se tiver dificuldade de liderar a si mesma. Existem alguns passos reconhecidos por especialistas do comportamento humano, que se forem dispensados a eles a devida atenção, poderão ser caminhos para desenvolver a autoliderança. Se destacam o autoconhecimento, ter um propósito de vida, visão de futuro, saber planejar e manter o autocontrole. Quais destes passos você precisa desenvolvê-los ou reforçá-los?
O autoconhecimento, que engloba todos os demais, é fundamental para que o indivíduo conduza a vida de maneira entusiasta e fique atento aos possíveis processos de autossabotagem, o que dificulta o desenvolvimento de liderança positiva.

Ao fazer uma análise sobre seus principais movimentos do cotidiano, descubra quais dentre seus atos são os mais repetitivos. Afinal, eles mais atrapalham ou favorecem a conquista dos seus objetivos? Ocorre que inconscientemente, o ser humano pode conduzir a própria vida para um caminho antagônico ao que deseja conscientemente. Essa é a fase em que ele passa tempo minando os principais aspectos da vida que para ele representa valor, restando-lhe apenas resultados medíocres.

É grande o número de pessoas que ocupa posições de liderança, mas exerce uma influencia negativa, baseada apenas no poder, sem controle das próprias emoções. Tudo que conseguem provocar são lesões psicológicas nos demais, com pouca racionalidade e percepção distorcida. A falta da percepção sobre si mesmo e a não busca de ajuda para a própria melhoria é um caminho autodestrutivo.

Foi Gandhi quem ressaltou que aquele que não é capaz de governar a si mesmo não será capaz de governar os outros. Fica então o convite para você usar e abusar do processo de autoanálise sobre sua maneira de interagir com você mesmo, com as pessoas ao seu redor e com o meio ambiente em que vive. Afinal, como você poderia avaliar hoje algumas características suas como emoções, impulsos, habilidades, motivações e comportamentos? Essa pode ser uma chance que a partir de agora você pode conceder a si mesmo para liderar bem a sua trajetória.


Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida.  E-mail: jairdomnato@gmail.com

terça-feira, 4 de agosto de 2015

O PODER DE UMA EQUIPE
Artigo de Jair Donato

Como é por lá no seu local de trabalho, as pessoas possuem o senso de equipe ou de “euquipe”? Começa por aí uma avaliação sobre a performance da qualidade de vida das pessoas. Afinal, nas organizações é possível ver mais gente na formação de grupos do que de equipes. Talvez o maior fator responsável por isso seja a competitividade de curto prazo, uma visão míope sobre resultados.

Uma equipe é sempre mais que um conjunto de pessoas reunidas, isso é grupo, aglomerado. Mas, quando essa turma se organiza para atingir objetivos comuns dentro um processo de sinergia com conexões e visão do todo, vira equipe. Ou seja, um grupo torna-se equipe quando todos os membros são interdependentes e usam as competências e os recursos de cada um deles para planejar e executar as atividades na busca das melhores soluções.

Quando a organização prima por estabelecer uma cultura onde todos se sintam responsáveis pelo controle de qualidade, onde qualquer colaborador, em qualquer posição hierárquica ou estrutural que esteja, possa apontar falhas e apresentar sugestões, dessa maneira ela estabelece um clima de cooperação. Isso é equipe. É o que difere de chefias que apenas fazem discursos sobre o tema.

O trabalho em equipe começa pela reflexão sobre os objetivos da organização como um todo, definição de metas compatíveis aliados às responsabilidades, observância e cumprimento das normas estabelecidas. Ou seja, tudo começa pelo pensamento coletivo.

Sem dúvida, uma das habilidades que lideranças e equipes necessitam para que haja sintonia no trabalho em conjunto é a flexibilidade. Sobre o estudo acerca da sobrevivência das espécies, foi Charles Darwin quem disse que não é a mais forte nem a maior das espécies a que sobrevive. Mas sim aquela que mais se adapta às mudanças. Na atual conjuntura descontínua do mercado altamente competitivo deve ser assim.

É comprovado que o bom relacionamento interno nas empresas traz inúmeros benefícios, dentre eles a melhoria do clima organizacional, o aumento da motivação e do empenho. Foi constatado também diminuição de rotatividade e absenteísmo nos ambientes de trabalho cuja prioridade está no trabalho em equipe.

A coordenação de pesquisas do Instituto Gallup apresentou um estudo cuja evidência é que aqueles que possuem amigos no emprego têm sete vezes mais chances de se dedicarem ao trabalho enquanto aqueles que não possuem tal vínculo, a chance de se empenharem é de uma em doze. Ambiente em que as pessoas não visam atingir objetivos comuns, não há clima fraterno, é cada um por si. Atuam até como se concorrentes fossem frente a algumas situações que se juntos estivessem, somariam na qualidade.

Então, a escolha é sua. Você será sempre estratégico, além de inteligente, se puder transformar os que estiverem ao seu redor em equipe, como numa sinfonia, aonde a diversidade de instrumentos se converge para uma única melodia, com ritmos diferentes e objetivo comum. A boa notícia é que trabalho em equipe é uma competência e ela pode ser desenvolvida. Vale a decisão.


Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida.  E-mail: jairdomnato@gmail.com