
Artigo de Jair Donato
Recentes relatórios científicos e documentários produzidos sobre Aquecimento Global apresentam dados e imagens assustadores, de um acontecimento que vem ocorrendo desde 1750, após a invenção da máquina a vapor e o uso da energia elétrica através dos combustíveis fósseis. Mas, foram as últimas duas décadas as responsáveis pelo aumento inesperado do efeito estufa. São previsões tenebrosas. No entanto, estão acompanhadas da possibilidade de mudança do comportamento do próprio homem.
Os estudos, previsões e fatos mostram que o mundo poderá ficar acuado nos continentes devido a elevação do nível da água dos oceanos, e que faltará água potável para milhares de pessoas. Já é visível que as mudanças climáticas afetarão a humanidade: secas onde sempre houve chuvas, submersão definitiva de grandes áreas habitadas, êxodo populacional, milhões de refugiados e, claro, um impacto terrível na economia mundial.
Esse é um alerta que vem sendo dado por cientistas há 30 anos. O tratado de Kyoto ainda não é visto com seriedade pelos países altamente poluidores. Mesmo o Brasil, ainda não leva a sério a finalidade desse acordo, como deveria.
Talvez não esteja mais na hora de tratar o aumento da temperatura na terra apenas como um assunto complexo, ficando só no debate, assim como vejo propor alguns ‘especialistas’ sobre meio ambiente. O mundo precisa de ação. Está aí, para todo mundo ver, os impactos decorrentes do rápido aquecimento dos últimos 14 anos. São fatos que já estão ocorrendo tanto
O diretor-executivo da ONU - do programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, Achim Steiner, afirma que: “Qualquer país ou empresa que continue a prejudicar o meio ambiente com a produção de gases de efeito estufa será condenado pela história... Será considerado mais tarde pelos livros de história como irresponsável”.
Equilibrar economia e meio ambiente é o desafio, talvez o maior do século, para os cientistas, os governos e os empresários. Já existe um número, embora pequeno, de empresas que investem na sustentabilidade, que produzem produtos ambientalmente responsáveis. Veremos nos próximos artigos desta série, como que o consumidor pode recusar na hora da compra, e privilegiar quem investe nos recursos naturais. O consumidor é o ponto chave para aprovar se uma empresa continua a produzir ou não, daqui para frente.
Quem deve mostrar como é possível continuar a produzir riquezas, sem parar a economia e estabelecer um novo paradigma sustentável, em parte, são as empresas. Elas podem pesquisar e saírem na frente. A empresa que achar por bem não mudar e continuar a poluir o meio ambiente, certamente é o consumidor que irá optar pela mudança ou extinção dela.
A partir de agora, ao pensar no equilíbrio de economia e meio ambiente, é preciso ter em pauta o seguinte: O que fazer para lançar menor quantidade de gases poluentes na atmosfera? Possivelmente, será necessário fazer mais do que plantar árvores. Um ser humano teria de plantar, em média de
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach - e professor universitário - especialista

