
Esta é a terceira edição e a primeira vez que o Brasil vai participar do movimento. A organização não-governamental WWF-Brasil, articuladora, também quer conscientizar a população brasileira sobre o desmatamento e as queimadas, o que ainda coloca o Brasil como grande emissor de gases do efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO²). Dados de órgãos ambientais do governo mostram que a maior parte dos desmatamentos e queimadas se dá pela ilegalidade.
É notável que ainda prevalece uma preferência em burlar os preceitos legais para tratar a terra de maneira ecologicamente incorreta. O fator que motiva a esse crime contra o meio ambiente está em maior busca do lucro insensato e mercantilista do que no benefício social. Crescimento econômico? Não é só isso. Pois numa base unilateral não pode existir produção sem destruição. A concepção da sustentabilidade, um negócio bilateral, ou seja, produzir sem destruir para esta e as futuras gerações, precisa começar na atitude, nos valores de cada um.
Em cerca de 200 anos a Terra perdeu 6 milhões de quilômetros quadrados de florestas. A carga sedimentar resultante da erosão do solo aumentou três vezes nas principais bacias fluviais e oito vezes nas bacias menores e mais intensamente usadas. O volume de água retirado de mananciais cresceu de 100 para 3.600 km³ por ano, é o que revelou o Relatório Cuidando do Planeta Terra, ainda na década de 1990. E as proporções dessa destruição dos recursos naturais são alarmantes e tem aumentado na última década. Trata-se de fatos que merecem profunda reflexão do ser humano que produz e, principalmente, do que consome.
“O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas”, esclarece a equipe da WWF-Brasil. Mais de 55 municípios brasileiros vão participar do movimento e cerca de 650 empresas, organizações e instituições cadastrados já confirmaram a adesão à Hora do Planeta, além de um número incontável de pessoas.
O alerta continua e o homem precisa trabalhar para a garantia da própria capacidade de viver na Terra através da mudança no estilo de compra, no uso, na produção, e acima de tudo, na educação. Educar a si próprio e aos que circundam seu ambiente.
Na verdade, chegou a hora da humanidade. Chegou a hora da mudança no paradigma de consumo e do uso dos recursos naturais, desde o uso doméstico até as mega produções às custas da destruição do que é natural e fator de equilíbrio para o planeta. O mercantilismo exacerbado presente no mundo capitalista é muito barato em relação a uma destruição pode valer a vida de todos. A vida dos humanos está comprometida agora. E parece incrível ter muita gente que vive alheia a tudo isso, principalmente aqueles cuja mudança sobre as questões ambientais, implica no salário que recebe.
Participar de manifestações como essa é uma questão de atitude. É simples. Apague as luzes da sua sala. E todos podem aderir a “Hora do Planeta”, pessoas em grupos ou individualmente, escolas, empresas e organizações. Para se cadastrar e obter mais informações, basta acessar o site www.horadoplaneta.org.br.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com


