
“O preço que os homens de bem pagam pelo seu desinteresse da política é a qualidade dos políticos”, disse Platão. Acompanhar bem o trabalho dos políticos municipais é importante, porque é no município que está a base, o povo. O voto consciente deve ser mais do que apenas escolher um candidato no dia das urnas. Pois assim como ainda tem político que não sabe o que fazer, após ter ganhado as eleições, maior parte da população também não sabe porque votou e se desliga de vez do compromisso de ter elegido alguém.
Atualmente, além da questão ética e moral, o que mais está ligado às questões ambientais que assola o mundo, é a política. E para falar sério de meio ambiente na política, isso começa de casa, na decisão em família pelo voto. Depois, saber as diretrizes que o escolhido defende, do vereador até o presidente da República. Isso é cidadania efetiva, é mais do que cobrar direitos individuais ou de minorias.
Enquanto o indivíduo ficar passivamente a espera de políticas que mudem a vida de todos, sem que cada um se mova e faça a parte que lhe compete, poderá ser tarde demais. A crise atual que o mundo enfrenta é mais do que econômica e ambiental. É crise de atitude. É preciso fazer diferente, o resto será reflexo. Enquanto houver ‘maquiagem verde’ na atitude, seja nas empresas, no governo ou no comportamento individual, tudo será falso.
Como consumidores, eleitores, fiscalizadores e cidadãos conscientes, todos precisam ficar de olho. O Brasil ainda é uma nação de credores ecológicos consideráveis, pois têm mais recursos ecológicos do que o que consome. E ainda exporta essa bio-capacidade para os países altamente devedores e mais poluidores do mundo. A grande questão é, se por causa do capitalismo selvagem, do ganha-perde, isso vai continuar assim? Até quando? “A Terra tem o suficiente para a necessidade de todos, mas não para a ganância de uns poucos”, expressou Ghandi.
Recentemente, cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que avaliam os impactos, adaptação e vulnerabilidades ao aquecimento global, divulgaram no Brasil o relatório sobre um novo estudo acerca das mudanças no clima ao redor do mundo. Martin Parry, cientista inglês que coordenou o grupo de estudo, afirma que a redução global precisa ser de 80% das emissões de carbono até 2015. Esse deve ser um compromisso de todos os governos, empresas e sociedade.
Segundo Carlos Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é possível o Brasil contribuir com essa meta, se der fim aos desmatamentos. "Se o Brasil atingisse a meta do desmatamento ilegal zero, reduziríamos de 70% a 80% o desmatamento”. Afinal, são os desmatamentos e as queimadas que eleva o Brasil ao ranking dos paises mais poluidores atualmente.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com



