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quinta-feira, 24 de abril de 2008

ECONOMIA E CONSCIÊNCIA


Artigo de Jair Donato

É mais barato e inteligente quando a empresa e o cidadão promovem ações que evitam poluir o meio ambiente. Reduzir o consumo e evitar a poluição, além de demonstração de consciência, é econômico. A empresa quando se compromete com a causa ambiental como parte estratégica do negócio que desenvolve pode obter resultados excelentes. Infelizmente, nesse alvoroço ambiental ainda tem muitas organizações maquiadas que investem mais em ações marqueteiras do que na preservação e conservação, como forma de compensar o que poluem.

“O poder de decisão já não está no marketing, mas em cada um dos milhões de consumidores que serão potenciais produtores e também potenciais distribuidores das suas criações”, afirma o renomado articulista da nova economia, Chris Anderson, autor do best-seller “A cauda longa”. Esse é um paradigma que combina com o contexto da eco-economia. O mundo da produção e do consumo pede socorro e necessita que todos saem ganhando, principalmente a natureza.

O sucesso das empresas a partir de agora será medido pela parceria da cada uma com o consumidor na relação com o meio ambiente. Enquanto empresários se tornam mais estratégicos, os consumidores ficam mais conscientes e seletivos ao efetuarem as compras. Ser ecologicamente correto não é modismo e sim uma tendência que atende a uma necessidade global. Embora ainda tenha muita gente no mercado sem essa visão.

O mundo dos negócios já não é o mesmo após a larga escala de destruição dos recursos naturais provocada pela Era Industrial, ao longo do século XX e especialmente, pelo alto consumo de energia oriunda dos combustíveis fósseis, das queimadas e dos desmatamentos nas últimas décadas. A natureza não consegue se recuperar na mesma intensidade em que é destruída, ainda que o consumo continuasse o mesmo, o que não ocorre. Pois a cada dia a população aumenta e vai superar a casa dos 9,2 bilhões de habitantes em 2050, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

O que fazer diante dessa realidade? Repensar sobre o que cada um tem feito pode ser o primeiro passo. Em seguida, planejar criteriosamente as ações de curto, médio e longo prazo. As organizações, por gerarem impactos coletivos, devem ser estratégicas e responsáveis também com a qualidade de vida no ambiente. Orientar as pessoas envolvidas nos processos, sensibilizá-las com programas de combate ao desperdício, consumo racional e consciente dos recursos é uma maneira simples e eficaz de cuidar do planeta.

As parcerias podem fortalecer as empresas para promoverem mais ações quem visem beneficiar o social, fomentar a economia local, reintroduzir na cadeia produtiva o que antes era considerado como lixo e combater o desperdício. Mais que plantar árvores, os gestores ao fazerem uma explosão de idéias terão muitas outras alternativas como solução para a questão ambiental. Um fato é real, vários agentes corporativos já estão se movimentando. Isso é um bom sinal, e precisa ser rápido mesmo.

Um dos exemplos aplicáveis pode ser visto no segmento de eventos. O SENAC de São Paulo ministra o curso Produção de Eventos Artísticos e Culturais para orientar os produtores de arte, cultura, entretenimento e negócios.

Estima-se que o Brasil produz 330 mil eventos por ano, capazes de atrair quase 80 milhões de participantes. E esse é um filão altamente poluidor, pelo lixo que produz, pela concentração de pessoas, além da energia que é gasta. No entanto com a orientação para fazer esses eventos de forma sustentável está na responsabilidade de escolher os fornecedores, pessoas organizadas que dêem o tratamento correto aos resíduos no dia seguinte, como também a escolha do ambiente, o consumo da água, da alimentação, dentre outras variáveis logísticas na realização de um evento. Dessa forma o segmento pode crescer ainda mais.

Esse é o foco, soluções sustentáveis para um planeta mais limpo. Pois o futuro diz respeito a estilos de vida, a atitudes éticas e responsáveis. As ações deverão ser mais construtivas. O ser humano terá novas demandas e a migração para a sustentabilidade será imprescindível.

Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com

sexta-feira, 18 de abril de 2008

MELHOR QUE DESPOLUIR É NÃO POLUIR


Artigo de Jair Donato

Produzir mais e poluir menos é o desafio para as empresas frente ao contexto ambiental neste novo século. E certamente elas farão isso com mais eficiência se contar com o comprometimento de todos os colaboradores, fornecedores e clientes. Por isso é importante o estabelecimento de programas de preservação e conservação ambiental e sistemas que propiciem o consumo racional de energia elétrica, o uso adequado da água e a utilização de produtos que provoquem menos poluição ou de materiais que não dependem da destruição do meio ambiente para serem produzidos.

Ao adquirir matéria-prima, assim como ao descartar o que é considerado como inútil dentro do ambiente de trabalho, é ideal que seja revista a forma de manuseio e o destino dado a tais produtos. Após o uso primário, enquanto uma parte pode ser reutilizada, outra pode ser reciclada. O que antes era apenas lixo pode ser re-introduzido na cadeia produtiva para outras utilidades e ainda gerar renda. A pesquisa e a elaboração de projetos sobre a realidade de cada organização acerca do que pode ser feito para destinar corretamente os resíduos locais, é o passo inicial.

As empresas não precisam encabeçar programas de gestão ambiental como atividade voluntária. Isso é uma importante estratégia de negócio no mundo atual. Os administradores e gestores organizacionais precisam explorar mais esse filão que já é uma oportunidade a mais de lucro para muitos. Embora, o maior sentido está em cuidar de forma consciente dos recursos naturais e produzir sem extinguir o que a natureza disponibiliza.

Se cada empresa fizer o que estiver à volta da própria comunidade, poderá obter excelentes índices de sustentabilidade e agregar valor à marca e ao que disponibiliza no mercado, pois estará contribuindo para o bem social, da natureza e da economia local. Exemplos como a ajuda na recuperação de áreas verdes, praças, rios, nascentes e espécies já são ações de várias organizações.

Cada encarregado de setor dentro do local de trabalho pode assumir uma responsabilidade que no resultado geral, trará excelentes resultados à empresa. A área de compras pode selecionar melhor o que adquirir, escolher produtos de limpeza, biodegradáveis, materiais que venham em embalagens recicláveis e com menos volume. Exigir a origem da madeira dos móveis que comprar, optar por aparelhos de ar condicionado, refrigeradores, dentre outros, mais eficientes, do tipo classe ‘A’.

Evitar o uso exagerado de sacolas plásticas, dentre tantas outras pequenas ações que podem ser definidas em um programa explícito a todos que fazem parte da empresa. A troca de antigos fornecedores por quem respeita o meio ambiente é uma exigência dos compradores atualmente.

Já o encarregado de transportes pode optar pelos combustíveis menos poluentes como o etanol. Manter a frota com os motores constantemente regulados e os pneus calibrados permite menor emissão de gases para a camada do efeito estufa, devido a um menor consumo de combustível. A logística no uso dos carros é outro fator que contribuirá para rodar apenas o que for necessário.

Os colaboradores da empresa e familiares podem fazer tudo isso também, em escala doméstica, como deixar mais vezes por semana o carro na garagem, fazer rodízio, dar e oferecer carona. Para quem mora perto do trabalho, usar a bicicleta é válido e além de econômico, é um meio de transporte que não polui.

O gestor de pessoas ou a área de recursos humanos pode aliar a estratégia ambiental na orientação e desenvolvimento das pessoas, através de palestras, simpósios, amostras, pesquisas, programas internos de uso racional e consumo consciente. E ainda, pode fazer essa rede educacional ser extensiva aos familiares de cada funcionário. A qualidade de vida começa pela sensibilização de todos.

O reconhecimento e o incentivo dos diretores das organizações são fundamentais para a implementação e continuidade das idéias que surgirem além dessas, como também disponibilizarem as ferramentas necessárias. Promover essas mudanças estabelece maior consciência em todas as equipes. Assim, cada empresa cumpre a função econômica e sócio-ambiental.

Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com

sábado, 12 de abril de 2008

INTELIGÊNCIA AMBIENTAL NAS ORGANIZAÇÕES


Artigo de Jair Donato


Você trabalha numa empresa sustentável? Empresas inteligentes usam a estratégia ambiental para permanecerem no mercado e dessa forma, inovar, criar valor e construir maior vantagem competitiva. Além do compromisso com causas sociais, as organizações investem na responsabilidade com o meio ambiente como questão de sobrevivência estratégica. Dessa forma todos contribuem para o crescimento econômico da região e do planeta, com sustentabilidade.

As ações ligadas ao meio ambiente estão despontando como elementos essenciais da estratégia de negócio. Dentro da consciência sobre os 4 R’s - Recuse, Reduza, Reutilize e Recicle -, assunto abordado no artigo anterior, cada empresa pode contribuir a partir da orientação aos colaboradores internos, que na seqüência, replicarão tal conhecimento aos familiares e a comunidade. Assim todos podem contribuir para conter as ameaças do aquecimento global, através de programas e sistemas de gestão ambiental.

Mas, isso é mesmo possível? Depende. Se houver desejo, vontade, ação e consciência, sim. O início pode se dá pela sensibilização acerca de coisas simples como o uso racional da água. Em casa, fechar a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba, pode ser a diferença na conta de água no final do mês. Evitar banhos demorados e consumir menos água quente, o uso do aquecedor solar pode ser uma boa opção.

A água é um bem finito cuja redução no consumo gera impacto ambiental muito importante porque aumenta o ciclo de utilidade. A redução e a reutilização de água na empresa são medidas simples, como também o consumo consciente de energia. No ambiente, o uso da vassoura para limpar a calçada é mais importante do que a utilização de uma mangueira com jato de água. E, quando se tiver que lavar o chão, uma opção é reutilizar a água que for possível, a exemplo da dona de casa que após a lavagem da roupa, lava até o quintal. Simples, mas muita gente ainda não faz.

A água poderá ser economizada em casa ou na empresa, ao consertar pequenos vazamentos ou torneiras que não fecham direito. Lavar o carro com balde e um pano, não com mangueira. Ferver e cozinhar com a panela tampada é mais rápido e economiza gás. E a lista de inúmeros pequenos exemplos que fazem a diferença prossegue.

Prefira o uso de produtos biodegradáveis. Escolha melhor o detergente para fazer limpeza, seja na cozinha doméstica ou industrial e evite contaminar a água dos rios, córregos e o solo. Uma das ações mais praticadas e simples, porém ainda precisa ser feito com mais comprometimento, é colocar o lixo em locais adequados, na lixeira, de forma seletiva.

Isso lhe parece coisa doméstica? Mas, geralmente replicamos na empresa os hábitos que trazemos de casa. Pense na melhoria de vida de milhões de pessoas em todo o mundo e na contribuição que você pode oferecer ao clima no planeta, além de cuidar da casa das nossas futuras gerações, que podem ter um destino bem diferente do que temos agora. A empresa pode contribuir também ao instruir, orientar e sensibilizar sobre essas ações no simples fato de publicar uma cartilha e distribuir aos colaboradores internos e externos, além de implementar no próprio local, essas e outras ações ambientais, como exemplo.

Fazer uso dos murais, da Internet, otimizar o tempo gasto com reuniões e transformar também em pauta nos encontros de trabalho, as necessidades do contexto ambiental. Os gestores organizacionais sabem que estratégia inteligente é garantia de sustentabilidade nos negócios. O mundo pede socorro e é sensato investir na estratégia verde, aumentar os lucros e tirar o clima da onda do vermelho. No entanto, tudo isso é uma questão de visão. Quem percebe a tempo, começa a mudança.

Vivemos num mundo em que qualquer espécie que sobrevive às intempéries da natureza é porque consegue se adaptar ao meio em que vive. O resto morre. É inegável que o impacto das pequenas ações locais faz a diferença global. Todos podem lucrar como fornecedores de soluções para os problemas ambientais. As dicas continuam no próximo artigo. Repense sobre as ações que você tem feito.

Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com

sexta-feira, 4 de abril de 2008

ESTRATÉGIA DOS 04 R’s


Artigo de Jair Donato

Tendência ou modismo? Espero que empresários, administradores, gestores e líderes de pessoas percebam que as ações em prol das causas ambientais são importantes por uma questão de sobrevivência não só dos negócios, mas da raça humana. Portanto se trata de uma tendência que o mundo precisa adotar. Sejam do primeiro ou do segundo setor, todos possuem responsabilidades. E isso não é apenas um modismo como alguns programas de gestão que surgiram ao longo da Era Industrial que nem sempre deram certo.

O maior desafio para os negócios e para a sociedade em geral neste novo século é a continuidade da produção e o aumento do consumo, porém, com redução das emissões dos gases que causam o efeito estufa. E o compromisso das empresas em todo o mundo com a redução desses gases será a estratégia que garantirá uma boa imagem como alicerce da reputação no mercado. O negócio de qualquer empresa tem o foco no lucro, é assim que a economia cresce. No entanto a missão de uma organização deve ser muito mais ampla do que apenas lucrar, precisa contemplar todos os aspectos do meio em que sobrevive, o que se torna na melhor forma de ganho.

A finalidade de uma empresa está acima de tudo, em contribuir para a melhoria da sociedade através da oportunidade de trabalho, da socialização cultural e principalmente, neste atual contexto global, cuidar também do meio ambiente, através da educação, da sensibilização e do investimento em programas ambientais corretos.

Nos últimos dois anos visitei muitas empresas e proferi dezenas de palestras sobre a relação das mudanças climáticas com o comportamento humano nas organizações e no meio em que vive. O foco das atividades que propus desenvolver diz respeito as pequenas ações que podem ser feitas no dia-a-dia, tanto no ambiente de trabalho como em casa, no trânsito e por onde andar o ser humano.

Percebo que os gestores corporativos começam a implementar programas nas empresas com o objetivo de sensibilizar os funcionários sobre o consumo consciente de energia, água, papel e o destino adequado aos resíduos produzidos, conduzindo-os à reutilização e a reciclagem. São ações ambientalmente corretas que geram renda, beneficiam o social, diminuem custos na empresa e evita a poluição do solo, da água ou do ar.

Planejamento estratégico com responsabilidade sócio-ambiental é o caminho do ganha-ganha, do lucro a longo prazo com consciência. As empresas começam a pensar no lucro de maneira sustentável. Isso é o que pode garantir a permanência de qualquer um como diferencial no mercado do trabalho e do consumo. A sustentabilidade deverá ser a base do comportamento humano e das organizações daqui por diante.

Abordarei aqui 26 micro-ações que cada um pode fazer para conter o aquecimento global, a começar pela estratégia dos 4 R’s: Recuse, Reduza, Reutilize e Recicle.

- Recuse: Evite adquirir ou utilizar produtos produzidos de forma ambientalmente incorreta. Não alimente quem só destrói e não repõe.

- Reduza: Diminua o consumo na hora da compra, adquirindo apenas o necessário. Seja flexível e tenha outras opções. Repense todas as marcas que você usa e descubra alternativas menos poluentes. Pesquise!

- Reutilize: Dê novas alternativas aos materiais para que continuem sendo utilizados. Use-os outra vez e de forma diferente. Passe a ver que nem tudo ao seu redor é lixo e que pode ser útil por um bom tempo ainda. Guarde as coisas nos lugares adequados, de forma que não contamine o solo, os rios e o ar.

- Recicle: Transforme os materiais, reinvente. Encaminhe para os artesãos e cooperativas as latas de alumínio, embalagens de leite tetra pak, Pet, borracha, enfim, tudo aquilo que pode ser reaproveitado, gerar renda e ainda evitar que polua a natureza. Separe as sobras corretamente sem misturar o que é lixo com o que pode ser reaproveitado.

Você pode fazer isso e o meio ambiente agradece. É possível ser mais amigo do planeta através de pequenos cuidados locais, cujos resultados terão impacto global. Juntos, podemos fazer a diferença. Mais dicas no próximo artigo.

Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com