
Artigo de Jair Donato
Todo processo de mudança se dá, antes, pela sensibilização acerca de uma necessidade. Para que mude o contexto ambiental em relação as alterações climáticas, uma prioridade global e urgente, será necessária uma profunda reflexão seguida de ações que possam se resultar em impactos positivos para o planeta e para as gerações presentes e futuras.
Outro dia recebi de um acadêmico, em sala de aula, um texto interessante e oportuno para uma reflexão sobre a maneira que o homem está cuidando da casa em que vive. Desconheço a autoria, porém é uma analogia bem reflexiva que se trata de uma carta destinada a um inquilino.
Diz o texto: Senhor morador gostaria de informar que o contrato de aluguel que acordamos há bilhões de anos está vencendo. Precisamos renová-lo, porém temos que acertar alguns pontos fundamentais:
- Você precisa pagar a conta de energia. Está muito alta! Como você gasta tanto? Antes eu fornecia água em abundância, hoje não disponho mais desta quantidade. Precisamos renegociar o uso.
- Porque alguns na casa comem o suficiente e outros estão morrendo de fome, se o quintal é tão grande? Se cuidar bem da terra vai ter alimento para todos!
- Você cortou as árvores que dão sombra, ar e equilíbrio. O sol está muito quente e o calor aumentou. Você precisa replantar novamente!
- Todos os bichos e as plantas do imenso jardim devem ser cuidados e preservados. Procurei alguns animais, e não os encontrei. Sei que quando aluguei a casa eles existiam.
- Verifique as cores estranhas que estão no céu. Não vejo o azul!
Por falar em lixo, que sujeira hein? Encontrei objetos estranhos pelo caminho: isopor, pneus, plásticos...
- Não vi os peixes que moram nos rios e lagos. Pescaram todos? Onde estão?Bom, é hora de conversarmos. Preciso saber se você ainda quer morar aqui. Caso afirmativo o que pode fazer para cumprir o contrato? Gostaria de você sempre comigo, mas tudo tem um limite. Você pode mudar? Aguardo respostas e atitudes.
Sua casa - "A Terra".
Agora pense reflexivamente sobre as ações de cada um de nós como morador desta grande casa. Será mesmo que estamos correspondendo ao princípio natural da preservação e conservação do local que nos dá a vida? Mais que descansar e se divertir, nesta casa a gente trabalha, se alimenta, inventa, constrói, também destrói, aliás, temos feito muito disso ultimamente.
É neste condomínio natural, o maior de todos, que deveríamos nos relacionar melhor com o meio ambiente, com as pessoas e principalmente, conosco mesmo. É aqui o local em que respiramos, embora o ar já não esteja tão puro, nem temos mais alimentos tão saudáveis assim. A capacidade do ser humano viver na face da Terra está em risco e o estilo de vida de cada morador precisa mudar. O homem precisa reaprender a plantar e a colher, a criar e a manter. É preciso fazer diferente, pois a Terra tem alma como a gente.
Ainda não se paga, em prol do planeta, taxas de aluguel ou de condomínio, em moeda corrente, como se faz com um imóvel imobiliário, embora diante da situação climática do mundo, deveria. Na verdade, não está embutido no preço da maior parte do que é consumido atualmente, o valor decorrente da destruição dos recursos naturais; apenas é cobrado o custo de produção. A preocupação de quem produz ainda está no lucro que pode obtê-lo. E quem consome precisa rever esse conceito. É praticamente incalculável a destruição que o homem já provocou na Terra.
E neste cenário de mercantilismo barato ainda parece seguir um longo curso de destruição, salvo se a consciência global despertar enquanto é tempo. Torço por isso. Sempre acreditarei no potencial de mudança e de adaptabilidade que existe no âmago do indivíduo. Se cada um quiser, é possível mudar.
Vale a pena refletir sobre nossa condição de inquilino terráqueo, para que possamos começar a compensar a Terra por nos abrigar com tamanha grandeza. Diz um provérbio africano: “Nós não herdamos o planeta Terra dos nossos pais, nós o emprestamos dos nossos filhos”. Ao entender isso, todos podem agir de maneira diferente. E manter nosso condomínio de forma ecologicamente correta.
Outro dia recebi de um acadêmico, em sala de aula, um texto interessante e oportuno para uma reflexão sobre a maneira que o homem está cuidando da casa em que vive. Desconheço a autoria, porém é uma analogia bem reflexiva que se trata de uma carta destinada a um inquilino.
Diz o texto: Senhor morador gostaria de informar que o contrato de aluguel que acordamos há bilhões de anos está vencendo. Precisamos renová-lo, porém temos que acertar alguns pontos fundamentais:
- Você precisa pagar a conta de energia. Está muito alta! Como você gasta tanto? Antes eu fornecia água em abundância, hoje não disponho mais desta quantidade. Precisamos renegociar o uso.
- Porque alguns na casa comem o suficiente e outros estão morrendo de fome, se o quintal é tão grande? Se cuidar bem da terra vai ter alimento para todos!
- Você cortou as árvores que dão sombra, ar e equilíbrio. O sol está muito quente e o calor aumentou. Você precisa replantar novamente!
- Todos os bichos e as plantas do imenso jardim devem ser cuidados e preservados. Procurei alguns animais, e não os encontrei. Sei que quando aluguei a casa eles existiam.
- Verifique as cores estranhas que estão no céu. Não vejo o azul!
Por falar em lixo, que sujeira hein? Encontrei objetos estranhos pelo caminho: isopor, pneus, plásticos...
- Não vi os peixes que moram nos rios e lagos. Pescaram todos? Onde estão?Bom, é hora de conversarmos. Preciso saber se você ainda quer morar aqui. Caso afirmativo o que pode fazer para cumprir o contrato? Gostaria de você sempre comigo, mas tudo tem um limite. Você pode mudar? Aguardo respostas e atitudes.
Sua casa - "A Terra".
Agora pense reflexivamente sobre as ações de cada um de nós como morador desta grande casa. Será mesmo que estamos correspondendo ao princípio natural da preservação e conservação do local que nos dá a vida? Mais que descansar e se divertir, nesta casa a gente trabalha, se alimenta, inventa, constrói, também destrói, aliás, temos feito muito disso ultimamente.
É neste condomínio natural, o maior de todos, que deveríamos nos relacionar melhor com o meio ambiente, com as pessoas e principalmente, conosco mesmo. É aqui o local em que respiramos, embora o ar já não esteja tão puro, nem temos mais alimentos tão saudáveis assim. A capacidade do ser humano viver na face da Terra está em risco e o estilo de vida de cada morador precisa mudar. O homem precisa reaprender a plantar e a colher, a criar e a manter. É preciso fazer diferente, pois a Terra tem alma como a gente.
Ainda não se paga, em prol do planeta, taxas de aluguel ou de condomínio, em moeda corrente, como se faz com um imóvel imobiliário, embora diante da situação climática do mundo, deveria. Na verdade, não está embutido no preço da maior parte do que é consumido atualmente, o valor decorrente da destruição dos recursos naturais; apenas é cobrado o custo de produção. A preocupação de quem produz ainda está no lucro que pode obtê-lo. E quem consome precisa rever esse conceito. É praticamente incalculável a destruição que o homem já provocou na Terra.
E neste cenário de mercantilismo barato ainda parece seguir um longo curso de destruição, salvo se a consciência global despertar enquanto é tempo. Torço por isso. Sempre acreditarei no potencial de mudança e de adaptabilidade que existe no âmago do indivíduo. Se cada um quiser, é possível mudar.
Vale a pena refletir sobre nossa condição de inquilino terráqueo, para que possamos começar a compensar a Terra por nos abrigar com tamanha grandeza. Diz um provérbio africano: “Nós não herdamos o planeta Terra dos nossos pais, nós o emprestamos dos nossos filhos”. Ao entender isso, todos podem agir de maneira diferente. E manter nosso condomínio de forma ecologicamente correta.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com
4 comentários:
Nice blog. Thats all.
Such a nice blog. I hope you will create another post like this.
Aprendi muito
olá meu nome é juliana estou cursando administração de empresas e o tema do meu trabalho de conclusão de curso é sobre sistema de gestão ambiental, percebi que tem conehcimento e interesse pelo tema será que poderia nós ajudar com algumas informações.
grata
juliana
jubonfin@live.com
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