
Artigo de Jair Donato
A Era do acerto de contas já começou. A humanidade parece que ainda está numa encruzilhada e sem saber o que fazer. Mas, andar bem rápido é o caminho. O alerta que vem sendo dado pelos mais de 2500 cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, da ONU e tantos outros de várias partes do mundo, aponta de forma direta que o mundo está diante de uma irreversibilidade, cuja responsabilidade é humana, sem escapatória.
O conjunto de valores e interesses cultuados pelo capitalismo do ganha-perde, especialmente após a segunda metade do século XX, tem produzido efeitos que já excederam os limites da biosfera. O real impacto causado pelo aquecimento global, isso ninguém sabe até aonde vai. Mas, as conseqüências já não são opcionais, todos começam a pagar a conta pelo inconseqüente abuso dos recursos naturais e da poluição exacerbada do meio ambiente.
Regiões inteiras ao redor do mundo desaparecerão deixando muita gente sem moradia, alimentação e saúde. Os países precisam reinventar os estilos de gestão, produção e consumo. Os aspectos desastrosos ocorrem numa reação em cadeia e não estão ligados apenas a crise financeira, como também as questões relacionadas a segurança alimentar, a fome, a desnutrição, ao aumento de doenças contagiosas que ultrapassa os limites das regiões tropicais, a moradia, dentre outros fatores. Tudo isso se agrava mais rapidamente em função das alterações climáticas.
A ONU estima que em 2050, o planeta com cera de 9 bi de pessoas, terá 200 milhões delas como refugiados ambientais, ou seja, gente sem casa, sem terra, sem cidade e milhões sem identidade cultural, devido as mudanças climáticas. O mundo precisa agir num tempo muito curto. E as mudanças devem começar agora, em casa, no dia-a-dia, na rua, na empresa, no acompanhamento dos trabalhos dos representantes políticos e, principalmente, na atitude de cada um, através de comportamentos e de ações com foco sustentável.
As políticas governamentais e a governança corporativa precisam se tornar mais atuante. São vários os cases ambientalmente corretos que começam a surgir justamente nos países em desenvolvimento, a exemplo do Brasil que, embora precise levar mais a sério os interesses político-ambientais, já tem uma boa imagem frente a outros países altamente poluidores e pouco empenhados em mudar a forma de sustentação econômica, quando se trata do cuidado com os recursos naturais.
A humanidade, em poucas décadas, está diante de fatos que em outras eras de aquecimento do planeta, demorariam centena de milhares de anos para chegar, tamanha é a agressão humana na relação com o meio em que vive. A razão disso tudo? Interesses meramente vis e mercantilistas, sem garantias sustentáveis para o planeta e para as gerações presente e futura.
No entanto, em meio a toda essa turbulência, começam a surgir boas notícias também. Iniciativas dos governos de diversos países, inclusive do Brasil, como também planos de ação movidos por organizações corporativas então sendo implantados. Pois há um caminho que sugere solução para as gerações presentes e futuras, que se mostra viável. É o da sustentabilidade. É o que pode readaptar o estilo de vida do homem na Terra e sustentar uma nova economia, um convívio social mais adequado às mudanças ambientais.
O ambientalista Al Gore diz que as pessoas se acostumam a pensar em mudanças tendo como referência um período muito curto, como uma semana, um mês, um ano, e no máximo, um século. Ele afirma ainda que a maioria das pessoas ainda não consegue enxergar na relação do homem com a natureza a profunda transformação que houve no novo padrão que se estabelece, em parte porque isso é global, e todos não estão acostumados a ter uma visão espacial. A maioria ainda vê e se preocupa só com o local onde está, com o ‘próprio umbigo’, como se fosse uma ilha.
Muita gente pode achar que não é tão seria a necessidade de mudar o estilo de vida. Os riscos potenciais que corre a humanidade talvez ainda não seja compreendidos por muitos. Mas, é a capacidade de cada habitante viver na face da Terra que está em risco.O que pode diminuir todo o impacto que ainda está por vir, certamente é a ação humana, em contraposição a tudo que já foi destruído até agora. O tempo corre e o que não convém daqui por diante é a resistência em mudar.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com
O conjunto de valores e interesses cultuados pelo capitalismo do ganha-perde, especialmente após a segunda metade do século XX, tem produzido efeitos que já excederam os limites da biosfera. O real impacto causado pelo aquecimento global, isso ninguém sabe até aonde vai. Mas, as conseqüências já não são opcionais, todos começam a pagar a conta pelo inconseqüente abuso dos recursos naturais e da poluição exacerbada do meio ambiente.
Regiões inteiras ao redor do mundo desaparecerão deixando muita gente sem moradia, alimentação e saúde. Os países precisam reinventar os estilos de gestão, produção e consumo. Os aspectos desastrosos ocorrem numa reação em cadeia e não estão ligados apenas a crise financeira, como também as questões relacionadas a segurança alimentar, a fome, a desnutrição, ao aumento de doenças contagiosas que ultrapassa os limites das regiões tropicais, a moradia, dentre outros fatores. Tudo isso se agrava mais rapidamente em função das alterações climáticas.
A ONU estima que em 2050, o planeta com cera de 9 bi de pessoas, terá 200 milhões delas como refugiados ambientais, ou seja, gente sem casa, sem terra, sem cidade e milhões sem identidade cultural, devido as mudanças climáticas. O mundo precisa agir num tempo muito curto. E as mudanças devem começar agora, em casa, no dia-a-dia, na rua, na empresa, no acompanhamento dos trabalhos dos representantes políticos e, principalmente, na atitude de cada um, através de comportamentos e de ações com foco sustentável.
As políticas governamentais e a governança corporativa precisam se tornar mais atuante. São vários os cases ambientalmente corretos que começam a surgir justamente nos países em desenvolvimento, a exemplo do Brasil que, embora precise levar mais a sério os interesses político-ambientais, já tem uma boa imagem frente a outros países altamente poluidores e pouco empenhados em mudar a forma de sustentação econômica, quando se trata do cuidado com os recursos naturais.
A humanidade, em poucas décadas, está diante de fatos que em outras eras de aquecimento do planeta, demorariam centena de milhares de anos para chegar, tamanha é a agressão humana na relação com o meio em que vive. A razão disso tudo? Interesses meramente vis e mercantilistas, sem garantias sustentáveis para o planeta e para as gerações presente e futura.
No entanto, em meio a toda essa turbulência, começam a surgir boas notícias também. Iniciativas dos governos de diversos países, inclusive do Brasil, como também planos de ação movidos por organizações corporativas então sendo implantados. Pois há um caminho que sugere solução para as gerações presentes e futuras, que se mostra viável. É o da sustentabilidade. É o que pode readaptar o estilo de vida do homem na Terra e sustentar uma nova economia, um convívio social mais adequado às mudanças ambientais.
O ambientalista Al Gore diz que as pessoas se acostumam a pensar em mudanças tendo como referência um período muito curto, como uma semana, um mês, um ano, e no máximo, um século. Ele afirma ainda que a maioria das pessoas ainda não consegue enxergar na relação do homem com a natureza a profunda transformação que houve no novo padrão que se estabelece, em parte porque isso é global, e todos não estão acostumados a ter uma visão espacial. A maioria ainda vê e se preocupa só com o local onde está, com o ‘próprio umbigo’, como se fosse uma ilha.
Muita gente pode achar que não é tão seria a necessidade de mudar o estilo de vida. Os riscos potenciais que corre a humanidade talvez ainda não seja compreendidos por muitos. Mas, é a capacidade de cada habitante viver na face da Terra que está em risco.O que pode diminuir todo o impacto que ainda está por vir, certamente é a ação humana, em contraposição a tudo que já foi destruído até agora. O tempo corre e o que não convém daqui por diante é a resistência em mudar.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com
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