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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

UM ALERTA ANTES QUE SEJA TARDE



Artigo de Jair Donato

“Se a terra morrer, você morre. Se você morrer a terra sobrevive”. Essa é a fala do alienígena Klaatu, interpretado por Keanu Reeves, no remake “O dia em que a Terra parou”, que estreou recentemente no cinema, inspirado em um conto de Farewell to the Master, publicado em 1940, por Harry Bates.

No artigo anterior abordei sobre esse filme que mesmo na ficção, aborda sobre a reflexão acerca da ação do homem na Terra. No papel de visitante, vivido por Reeves, ele se decepciona com o comportamento dos humanos e faz um alerta: A Terra será destruída caso os habitantes não mudem essa postura.

Cientistas especializados em meio ambiente continuam fazendo vários alertas com veemência sobre o fato de que os efeitos das mudanças climáticas podem ser irreversíveis. Em artigo recente publicado na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences, foi dado o parecer científico de que as temperaturas na Terra podem se manter altas por até mil anos, mesmo se as emissões de gás carbônico, CO2 fossem eliminadas hoje. tamanho é o impacto já provocado pelo homem frente ao consumo exagerado, e sem reposição, dos recursos naturais do planeta.

O clamor dos cientistas é para que os políticos ajam imediatamente, assim como os segmentos de mercado e produção, como também individualmente, cada um no ato do consumo, do uso e das escolhas que faz no dia-a-dia. Essa é uma questão global que começa no âmbito local, em qualquer lugar.

Nos países desenvolvidos, a principal fonte de emissão de dióxido de carbono (CO2) é a geração de energia com uso de combustíveis fósseis. Outras fontes de emissão importantes nesses países são os processos industriais de produção de cimento, cal, barrilha, amônia e alumínio, bem como a incineração de lixo, apontam vários estudos.

No entanto, é um absurdo, mesmo diante de uma situação problema tão séria como é o aquecimento global, que põe em risco a vida da humanidade, conviver com gente que continua se recusando em fazer mais do que devia para minimizar os danos causados ao planeta. Será que a ganância vai prevalecer, até quando?

Entretanto, a coragem para mudar é preciso. Um fato que poderá contribuir globalmente é a mudança que o mundo espera do governo dos nos EUA de agora em diante. O atual presidente, Barack Obama, já solicitou para que a Agência Americana de Proteção Ambiental reveja as regras de emissão de gás carbônico por veículos de passageiros e que os estados americanos tenham liberdade de estabelecer políticas ambientais mais limpas, como já saiu na frente a Califórnia. Já é um bom começo para uma nação que até então foi um péssimo exemplo altamente poluidor.

O maior entrave que talvez não permita que se separe a fantasia do fato, o joio do trigo, seja a falta de postura ética, quando se trata das alterações climáticas no planeta. Enquanto cientistas fazem alerta sobre o aquecimento da Terra devido a grande quantidade de gases poluentes lançados na atmosfera diariamente, o alto consumo ante-ecológico e a destruição dos recursos naturais, outros dizem que isso é uma intimidação política, uma farsa que o primeiro grupo usa a teoria do aquecimento para impedir o desenvolvimento de países pobres.

Contudo, a harmonia com o meio ambiente, com o próximo e consigo próprio poderá ser o único caminho que levará o ser humano à paz e a um caminho ético, através de planejamento e de ações conscientes que poderão preservar a própria vida e a dos demais seres. É possível.

Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail:
jairdomnato@gmail.com

Um comentário:

MauriciooO Ferreira disse...

Um excelente olhar sobre o assunto, trata de maneira seria e objetiva.È uma honra te-lo como professor!