
Artigo de Jair Donato
Existe a fábula sobre um cavalo-marinho que certa vez pegou as economias que possuía e saiu em busca de riqueza. Ele desejava o acúmulo de fortuna, centuplicá-las rapidamente. Não havia andado muito, quando encontrou uma Águia, que lhe disse: "Bom amigo, para onde vais?"
- Vou a busca de fortuna, respondeu o cavalo-marinho, com muito orgulho.
- Estás com sorte, disse a águia. Pela metade do seu dinheiro, deixo que leve esta asa, para que possas chegar mais rápido.
- Que bom, disse o cavalo-marinho. Pagou-lhe, colocou a asa e saiu como um raio. Logo encontrou uma esponja, que lhe disse: "Bom amigo, para onde vais com tanta pressa?"
- Vou a busca de fortuna, respondeu o cavalo-marinho.
- Estás com sorte, disse a esponja. Vendo-lhe este meu propulsor por muito pouco dinheiro, para que chegues mais rápido.
Foi assim que o cavalo-marinho pagou o resto de seu dinheiro pelo propulsor e sulcou os mares com velocidade quintuplicada. De repente, encontrou um tubarão, que lhe disse: "Para onde vais, meu bom amigo?"
- Vou a busca de fortuna, respondeu o cavalo-marinho.
- Estás com sorte. Se tomares este atalho, disse o tubarão, apontando para sua imensa boca, ganharás muito tempo.
- Está bem, eu lhe agradeço muito, disse o cavalo-marinho, e se lançou ao interior do tubarão, sendo devorado.
Certamente, nada há de errado ao cavalo-marinho, nem ao homem, buscar fortuna, pois é através do aumento da situação econômica, um dos pilares da sustentabilidade, que o mundo se torna mais próspero e todos, dessa forma, poderão usufruir muito maior qualidade de vida. Partir em busca dos sonhos, das realizações, seja através dos estudos, do trabalho ou da implementação de novas idéias é formidável. É algo intrínseco à natureza do ser humano. Todo o progresso do mundo se deve a atitude dos que ousaram e buscaram soluções de riqueza para a humanidade.
No entanto, o que causa perda, além de inadequado para a realidade de hoje, é a busca pelo acúmulo de riqueza sem rumo certo. Foi essa a causa do desequilíbrio, principalmente para o meio ambiente, primordialmente em todo o século XX, com o advento da Era Industrial. Ainda é forte a atitude maciça do mundo capitalista, em que poucos ganham e muitos perdem, alimentada pelo interesse mercantilista. É isso que faz com que produtores se tornam exploradores, fabricantes alcançam postos de vilões na emissão de gases poluentes que coloca a cada dia o planeta em risco, quando agem de forma irresponsável ambientalmente.
O resultado de buscas quando sem interesse coletivo, como no caso do cavalo-marinho, é que no fim nunca dá certo para o bem comum. A sociedade atual está cheia de representantes com atitudes como a do peixe ósseo em questão, que delira pelo lucro fácil, a qualquer custo, seja através da ilegalidade, da destruição e o que mais for viável. Mas, tem muita gente que já ganhou milhões às custas da destruição ambiental e começa agora a se sentir ameaçada, caso não recue de tal comportamento vil, em querer ganhar sem considerar o meio ambiente. Se não houver uma mudança radical no comportamento de quem produz e fabrica, assim como de quem consome, muita gente pode cair na boca do tubarão, um caminho sem volta. Esse é o alerta dos cientistas do clima. É preciso um fim, um basta, o expurgo de empresas e de produtos disponibilizados às custas da inconseqüência ambiental, que sequer contribuem para uma melhoria sócio-econômica justa.
Cada um deve perceber no ato da compra, ao que atende. Se as necessidades que possui ou aos desejos que tem? Afinal, necessidades diferem de desejos. Enquanto necessidade é primordial, os desejos podem ser volúveis, exagerados, cheio de frustrações inconscientes, o que leva ao mero consumerismo. Necessidades é uma questão de sobrevivência. Todo mundo precisa consumir para atender as necessidades que possui, principalmente as básicas, classificadas pelo psicólogo Abraham Maslow como fisiológicas, que incluem a alimentação, vestiário, abrigo e afins.
Atitude com consciência, educação, respeito à natureza e ética, talvez esses sejam os melhores caminhos que levam ao rumo certo.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com
- Vou a busca de fortuna, respondeu o cavalo-marinho, com muito orgulho.
- Estás com sorte, disse a águia. Pela metade do seu dinheiro, deixo que leve esta asa, para que possas chegar mais rápido.
- Que bom, disse o cavalo-marinho. Pagou-lhe, colocou a asa e saiu como um raio. Logo encontrou uma esponja, que lhe disse: "Bom amigo, para onde vais com tanta pressa?"
- Vou a busca de fortuna, respondeu o cavalo-marinho.
- Estás com sorte, disse a esponja. Vendo-lhe este meu propulsor por muito pouco dinheiro, para que chegues mais rápido.
Foi assim que o cavalo-marinho pagou o resto de seu dinheiro pelo propulsor e sulcou os mares com velocidade quintuplicada. De repente, encontrou um tubarão, que lhe disse: "Para onde vais, meu bom amigo?"
- Vou a busca de fortuna, respondeu o cavalo-marinho.
- Estás com sorte. Se tomares este atalho, disse o tubarão, apontando para sua imensa boca, ganharás muito tempo.
- Está bem, eu lhe agradeço muito, disse o cavalo-marinho, e se lançou ao interior do tubarão, sendo devorado.
Certamente, nada há de errado ao cavalo-marinho, nem ao homem, buscar fortuna, pois é através do aumento da situação econômica, um dos pilares da sustentabilidade, que o mundo se torna mais próspero e todos, dessa forma, poderão usufruir muito maior qualidade de vida. Partir em busca dos sonhos, das realizações, seja através dos estudos, do trabalho ou da implementação de novas idéias é formidável. É algo intrínseco à natureza do ser humano. Todo o progresso do mundo se deve a atitude dos que ousaram e buscaram soluções de riqueza para a humanidade.
No entanto, o que causa perda, além de inadequado para a realidade de hoje, é a busca pelo acúmulo de riqueza sem rumo certo. Foi essa a causa do desequilíbrio, principalmente para o meio ambiente, primordialmente em todo o século XX, com o advento da Era Industrial. Ainda é forte a atitude maciça do mundo capitalista, em que poucos ganham e muitos perdem, alimentada pelo interesse mercantilista. É isso que faz com que produtores se tornam exploradores, fabricantes alcançam postos de vilões na emissão de gases poluentes que coloca a cada dia o planeta em risco, quando agem de forma irresponsável ambientalmente.
O resultado de buscas quando sem interesse coletivo, como no caso do cavalo-marinho, é que no fim nunca dá certo para o bem comum. A sociedade atual está cheia de representantes com atitudes como a do peixe ósseo em questão, que delira pelo lucro fácil, a qualquer custo, seja através da ilegalidade, da destruição e o que mais for viável. Mas, tem muita gente que já ganhou milhões às custas da destruição ambiental e começa agora a se sentir ameaçada, caso não recue de tal comportamento vil, em querer ganhar sem considerar o meio ambiente. Se não houver uma mudança radical no comportamento de quem produz e fabrica, assim como de quem consome, muita gente pode cair na boca do tubarão, um caminho sem volta. Esse é o alerta dos cientistas do clima. É preciso um fim, um basta, o expurgo de empresas e de produtos disponibilizados às custas da inconseqüência ambiental, que sequer contribuem para uma melhoria sócio-econômica justa.
Cada um deve perceber no ato da compra, ao que atende. Se as necessidades que possui ou aos desejos que tem? Afinal, necessidades diferem de desejos. Enquanto necessidade é primordial, os desejos podem ser volúveis, exagerados, cheio de frustrações inconscientes, o que leva ao mero consumerismo. Necessidades é uma questão de sobrevivência. Todo mundo precisa consumir para atender as necessidades que possui, principalmente as básicas, classificadas pelo psicólogo Abraham Maslow como fisiológicas, que incluem a alimentação, vestiário, abrigo e afins.
Atitude com consciência, educação, respeito à natureza e ética, talvez esses sejam os melhores caminhos que levam ao rumo certo.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário