Total de visualizações de página

sábado, 29 de setembro de 2007

ECONOMIA E MEIO AMBIENTE, É POSSIVEL ESSE EQUILÍBRIO?



Artigo de Jair Donato

Recentes relatórios científicos e documentários produzidos sobre Aquecimento Global apresentam dados e imagens assustadores, de um acontecimento que vem ocorrendo desde 1750, após a invenção da máquina a vapor e o uso da energia elétrica através dos combustíveis fósseis. Mas, foram as últimas duas décadas as responsáveis pelo aumento inesperado do efeito estufa. São previsões tenebrosas. No entanto, estão acompanhadas da possibilidade de mudança do comportamento do próprio homem.

Os estudos, previsões e fatos mostram que o mundo poderá ficar acuado nos continentes devido a elevação do nível da água dos oceanos, e que faltará água potável para milhares de pessoas. Já é visível que as mudanças climáticas afetarão a humanidade: secas onde sempre houve chuvas, submersão definitiva de grandes áreas habitadas, êxodo populacional, milhões de refugiados e, claro, um impacto terrível na economia mundial.

Esse é um alerta que vem sendo dado por cientistas há 30 anos. O tratado de Kyoto ainda não é visto com seriedade pelos países altamente poluidores. Mesmo o Brasil, ainda não leva a sério a finalidade desse acordo, como deveria.

Talvez não esteja mais na hora de tratar o aumento da temperatura na terra apenas como um assunto complexo, ficando só no debate, assim como vejo propor alguns ‘especialistas’ sobre meio ambiente. O mundo precisa de ação. Está aí, para todo mundo ver, os impactos decorrentes do rápido aquecimento dos últimos 14 anos. São fatos que já estão ocorrendo tanto em Mato Grosso, como no nordeste, na Groenlândia ou na África. A situação é global. Quem se atreve a dizer que isso é exagero dos cientistas?

O relatório do Painel Inter-governamental de Mudanças Climáticas – IPCC (ONU), rotulado de exagerado pelos céticos, mostrou na segunda parcial divulgada no ultimo dia 06 de abril, em Bruxelas, que é ainda conservador e ponderado. Todos os erros nas previsões até agora, foram para menos. Ignorar os fatos resultantes do efeito estufa pode ser sinal de inconseqüência, postura essa que o mundo capitalista, vários governos e empresas poluidoras do meio ambiente têm assumido.

Em Mato Grosso, infelizmente, tem empresa que está produzindo à custa da queima de madeira ilegal. Espera-se que o governo seja mais rígido na fiscalização e elimine barbáries como essa. Parte da Amazônia se tornará savana até 2080, afirma o IPCC. E a outra parte? Vai para as caldeiras poluentes de empresas irresponsáveis com o meio ambiente? Vai virar lenha? Ou, será cortada e exportada ilegalmente?

O diretor-executivo da ONU - do programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, Achim Steiner, afirma que: “Qualquer país ou empresa que continue a prejudicar o meio ambiente com a produção de gases de efeito estufa será condenado pela história... Será considerado mais tarde pelos livros de história como irresponsável”.

Equilibrar economia e meio ambiente é o desafio, talvez o maior do século, para os cientistas, os governos e os empresários. Já existe um número, embora pequeno, de empresas que investem na sustentabilidade, que produzem produtos ambientalmente responsáveis. Veremos nos próximos artigos desta série, como que o consumidor pode recusar na hora da compra, e privilegiar quem investe nos recursos naturais. O consumidor é o ponto chave para aprovar se uma empresa continua a produzir ou não, daqui para frente.

Quem deve mostrar como é possível continuar a produzir riquezas, sem parar a economia e estabelecer um novo paradigma sustentável, em parte, são as empresas. Elas podem pesquisar e saírem na frente. A empresa que achar por bem não mudar e continuar a poluir o meio ambiente, certamente é o consumidor que irá optar pela mudança ou extinção dela.

A partir de agora, ao pensar no equilíbrio de economia e meio ambiente, é preciso ter em pauta o seguinte: O que fazer para lançar menor quantidade de gases poluentes na atmosfera? Possivelmente, será necessário fazer mais do que plantar árvores. Um ser humano teria de plantar, em média de 300 a 400 árvores para compensar a vida aqui na terra, simplesmente não tem espaço para isso. É preciso mais, e urgente. Não podemos fechar os olhos para esse fenômeno

Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach - e professor universitário - especialista em Gestão Estratégica de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com

Nenhum comentário: