
Artigo de Jair Donato
Quando o homem perder a capacidade de ter esperança, pode apagar o arco-íris, escreveu o saudoso Mario Lago, escritor e ator brasileiro. Contudo, ter esperança implica antes, em mudar de atitude, rever concepções e fazer diferente. O lexicógrafo inglês, Samuel Johnson, certa vez disse que “As cadeias do hábito são em geral pequenas demais para serem sentidas, até que estejam fortes demais para serem rompidas”.
Os costumes e as práticas ambientalmente incorretas, muito comuns por parte de quem não tomou ciência de que deve mudar o comportamento em relação às questões ambientais, é o que ameaça a vida na Terra e conduz várias espécies à extinção. Estão nesse rol mais que depredadores florestais. As grandes chaminés industriais de gases poluentes e as enormes fontes de energia suja são as principais causas. Em torno de 75% da energia utilizada no mundo ainda vêm dos combustíveis fósseis. Estima-se que em 2010 tenha uma frota de aproximadamente 900 milhões de veículos circulando e o mundo chegará em 2050 com 9 bilhões de pessoas, todas poluidoras, seja em pequena ou grande escala.
Penso que é muito inconseqüente alguém achar que não estamos diante da necessidade de uma mudança na forma de conduzir a economia, as questões sociais e o zelo com o meio ambiente. Isso se assemelha aquele pai, quando desorientado na vida, sem consciência da responsabilidade que possui, chega alcoolizado na própria casa, destrói tudo que vê pela frente, ainda espanca a esposa, e só depois de algum momento de sobriedade, percebe que danificou parte ou tudo que construiu em anos de trabalho. É só uma analogia, porque em se tratando do planeta, o impacto é muito profundo, por vezes irreversível. É preciso sobriedade na mente do homem, agora. É necessário que o delírio pela autodestruição seja curado.
Após muitos alertas nos últimos tempos, um novo estudo internacional recentemente publicado na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que nos próximos 50 anos a floresta amazônica pode virar savana por causa das mudanças climáticas. A Amazônia foi classificada dentre nove sistemas mais ameaçados no planeta pelo superaquecimento global. Outro sistema, um dos mais importantes para o equilíbrio da temperatura na Terra, são as geleiras do Ártico; estão derretendo rapidamente, fato assustador. Sem as calotas polares, todos os continentes sofrerão.
Devemos encarar esse prazo não só como um alerta científico, mas como uma possibilidade de analisar sobre a força dos impactos das próprias ações do homem sobre a tão bela e formidável natureza. E rever enquanto é tempo o paradigma de ganho e sobrevivência até então cômodo para maioria de nós. Acredito que a sensibilização pode se estabelecer mais rapidamente pela via da educação, a exemplo do que as escolas estão fazendo, ao inserir nos conteúdos, de forma interdisciplinar, as questões ambientais.
Embora a educação não deva ser uma responsabilidade única das instituições oficiais de ensino. As empresas devem investir mais na educação corporativa, disseminar as ações sócio-ambientais que fazem parte dos planejamentos estratégicos e envolver colaboradores, clientes e comunidades nos projetos em prol da conservação dos recursos naturais, do uso racional da energia, dos recursos hídricos e do reaproveitamento dos resíduos, numa extensão da casa de cada um ao ambiente coletivo. Muita gente ainda precisa de informação para se sensibilizar. Mas, de fato serão os exemplos que farão as mudanças.
No Século III antes da Era Cristã, o chinês Kuantsu, plantou uma profunda reflexão, essencial para os dias de hoje. “Se quisermos planejar para um ano temos que plantar cereais. Se quisermos planejar para uma década temos que plantar árvores. Se quisermos planejar para a vida toda temos que educar o Homem". Somente a educação tem o poder de transformar consciências e mudar o mundo.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com
Um comentário:
essa cisa foi uam bosta uma merda caralhooooo
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