
Artigo de Jair Donato
Certa vez um cavalo-marinho pegou as economias que tinha e saiu em busca de fortuna. Não havia andado muito, quando encontrou uma Águia, que lhe disse:
- Bom amigo, para onde vais?
-Vou em busca de fortuna, respondeu o cavalo-marinho, com muito orgulho.
- Estás com sorte, disse a águia. Pela metade do seu dinheiro, deixo que leve esta asa para que possas chegar mais rápido.
- Que bom! Disse o cavalo-marinho. Pagou-lhe, colocou a asa e saiu como um raio. Logo encontrou uma esponja, que lhe disse:
- Bom amigo. Para onde vais com tanta pressa?
- Vou em busca de fortuna, respondeu o cavalo-marinho.
- Estás com sorte, disse a Esponja. Vendo-lhe este meu propulsor por muito pouco dinheiro, para que chegues mais rápido.
Foi assim que o cavalo-marinho pagou o resto de seu dinheiro pelo propulsor e sulcou os mares com velocidade quintuplicada. De repente, encontrou um tubarão, que lhe disse:
- Para onde vais meu bom amigo?
- Vou em busca de fortuna, respondeu o cavalo-marinho.
- Estás com sorte. Se tomares este atalho, disse o tubarão, apontando para sua imensa boca, ganharás muito tempo, concluiu.
- Está bem, eu lhe agradeço muito, disse o cavalo-marinho, e se lançou ao interior do tubarão, sendo devorado.
O personagem desse episódio cujo delírio pela fortuna o levou a perda da própria capacidade de viver pode ser comparado ao êxtase provocado pelo mercantilismo barato que permeia e norteia a vida de muita gente que ainda desmata, queima e destrói os recursos naturais do planeta, principalmente as florestas, inclusive as nossas. É incrível que mesmo agora muitos estão preocupados com a própria “fortuna” e sequer há a consideração com a capacidade de viver das próprias gerações que estão por vir.
Saber qual é o rumo certo no mundo dos negócios, principalmente nas atividades ligadas ao meio ambiente, pode ser difícil, em tempos de mudanças climáticas, aonde o investimento precisa ser em longo prazo. Mas a mudança tem que começar na atitude de cada investidor e principalmente, de quem consome produtos e serviços.
O maior entrave do ser humano neste século, frente à situação das alterações climáticas, está na resistência em mudar de atitude para fazer diferente as coisas. Contudo a solução também está na atitude, mas na mudança dela para um novo jeito de fazer, produzir, utilizar, enfim. É preciso repensar de maneira que o mundo sobreviva sustentavelmente.
A humanidade anseia por um mundo que tenha mais verde, com energia limpa e um clima mais ameno. Isso é possível somente através da utilização ética dos recursos naturais e da mudança no estilo de produção, logística e consumo.Mais do que leis e fiscalização, o fator que gera resultados diferentes nas pessoas é foco no comportamento. E o mundo precisa se redirecionar, sair da destruição rumo a preservação e a conservação da natureza.
Caso o interesse ambiental permaneça apenas na esfera da política e com “politicagem”, isso será tão prejudicial para o planeta como o exemplo do cavalo-marinho. Estamos diante de uma situação mais que política. É ética e também moral. Não que governos do mundo inteiro tenham menos responsabilidades sobre o controle das emissões de gases do efeito-estufa ou das queimadas, desmatamentos e demais tipos de poluição. Falo da atitude de politicagem que nada resolve, apenas defende interesses. Pois toda ação de governo, quando se dá de maneira imparcial, com real visão no coletivo, pode beneficiar uma nação e mudar o rumo dela para melhor.
Por aqui ainda se usa de maneira egoísta e tendenciosa o famoso “jeitinho brasileiro”. Mas, penso que cada um de nós ainda faz muito pouco, afinal, nem o meio ambiente à nossa volta está sendo bem cuidado. Nesta última semana estive à beira do Rio Cuiabá, dentre tantas visitas que tenho feito, e tirei umas fotos com pesar, ao ver muitas garrafas plásticas e demais outros lixos não degradáveis por lá. Realmente, nossa questão maior está na educação.
No dia que o governo brasileiro, perceber que investir mais na educação para sensibilizar a massa que cria, que produz, que presta serviços, e principalmente a que consome, a eficácia ambiental se estabelecerá mais rápido.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com
- Bom amigo, para onde vais?
-Vou em busca de fortuna, respondeu o cavalo-marinho, com muito orgulho.
- Estás com sorte, disse a águia. Pela metade do seu dinheiro, deixo que leve esta asa para que possas chegar mais rápido.
- Que bom! Disse o cavalo-marinho. Pagou-lhe, colocou a asa e saiu como um raio. Logo encontrou uma esponja, que lhe disse:
- Bom amigo. Para onde vais com tanta pressa?
- Vou em busca de fortuna, respondeu o cavalo-marinho.
- Estás com sorte, disse a Esponja. Vendo-lhe este meu propulsor por muito pouco dinheiro, para que chegues mais rápido.
Foi assim que o cavalo-marinho pagou o resto de seu dinheiro pelo propulsor e sulcou os mares com velocidade quintuplicada. De repente, encontrou um tubarão, que lhe disse:
- Para onde vais meu bom amigo?
- Vou em busca de fortuna, respondeu o cavalo-marinho.
- Estás com sorte. Se tomares este atalho, disse o tubarão, apontando para sua imensa boca, ganharás muito tempo, concluiu.
- Está bem, eu lhe agradeço muito, disse o cavalo-marinho, e se lançou ao interior do tubarão, sendo devorado.
O personagem desse episódio cujo delírio pela fortuna o levou a perda da própria capacidade de viver pode ser comparado ao êxtase provocado pelo mercantilismo barato que permeia e norteia a vida de muita gente que ainda desmata, queima e destrói os recursos naturais do planeta, principalmente as florestas, inclusive as nossas. É incrível que mesmo agora muitos estão preocupados com a própria “fortuna” e sequer há a consideração com a capacidade de viver das próprias gerações que estão por vir.
Saber qual é o rumo certo no mundo dos negócios, principalmente nas atividades ligadas ao meio ambiente, pode ser difícil, em tempos de mudanças climáticas, aonde o investimento precisa ser em longo prazo. Mas a mudança tem que começar na atitude de cada investidor e principalmente, de quem consome produtos e serviços.
O maior entrave do ser humano neste século, frente à situação das alterações climáticas, está na resistência em mudar de atitude para fazer diferente as coisas. Contudo a solução também está na atitude, mas na mudança dela para um novo jeito de fazer, produzir, utilizar, enfim. É preciso repensar de maneira que o mundo sobreviva sustentavelmente.
A humanidade anseia por um mundo que tenha mais verde, com energia limpa e um clima mais ameno. Isso é possível somente através da utilização ética dos recursos naturais e da mudança no estilo de produção, logística e consumo.Mais do que leis e fiscalização, o fator que gera resultados diferentes nas pessoas é foco no comportamento. E o mundo precisa se redirecionar, sair da destruição rumo a preservação e a conservação da natureza.
Caso o interesse ambiental permaneça apenas na esfera da política e com “politicagem”, isso será tão prejudicial para o planeta como o exemplo do cavalo-marinho. Estamos diante de uma situação mais que política. É ética e também moral. Não que governos do mundo inteiro tenham menos responsabilidades sobre o controle das emissões de gases do efeito-estufa ou das queimadas, desmatamentos e demais tipos de poluição. Falo da atitude de politicagem que nada resolve, apenas defende interesses. Pois toda ação de governo, quando se dá de maneira imparcial, com real visão no coletivo, pode beneficiar uma nação e mudar o rumo dela para melhor.
Por aqui ainda se usa de maneira egoísta e tendenciosa o famoso “jeitinho brasileiro”. Mas, penso que cada um de nós ainda faz muito pouco, afinal, nem o meio ambiente à nossa volta está sendo bem cuidado. Nesta última semana estive à beira do Rio Cuiabá, dentre tantas visitas que tenho feito, e tirei umas fotos com pesar, ao ver muitas garrafas plásticas e demais outros lixos não degradáveis por lá. Realmente, nossa questão maior está na educação.
No dia que o governo brasileiro, perceber que investir mais na educação para sensibilizar a massa que cria, que produz, que presta serviços, e principalmente a que consome, a eficácia ambiental se estabelecerá mais rápido.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com
Um comentário:
Damu pa kmu to?.. Nano ni klase blog man?
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