Total de visualizações de página

quinta-feira, 31 de julho de 2008

A ÚLTIMA HORA


Artigo de Jair Donato
O documentário ambientalista produzido pelo ator Leonardo DiCaprio, com o título “A última hora” provoca uma reflexão sobre a atual civilização que destrói a natureza e também destrói a si próprio. A série de assuntos discutidos no filme propõe que haja melhor compreensão sobre o mundo e o que é possível fazer para reverter o quadro das alterações climáticas.

O documentário conta com entrevistas de mais de 50 renomados cientistas e líderes como Stephen Hawking e o ex-primeiro-ministro soviético Mikhail Gorbachev que ajudam a esclarecer essas importantes questões, assim como indicar alternativas possíveis à sustentabilidade. Há discussões também que giram em torno da resistência de alguns cientistas em aceitar o fato de que o planeta está aquecendo em decorrência da ação humana.

A mente humana evoluiu para ter a habilidade de refletir sobre a própria existência, capaz de estudar física quântica, explorar o espaço sideral e analisar o DNA. Em pouco tempo revolucionou a indústria, a medicina, a nutrição e a ciência. No entanto, também provocou alterações de alto impacto no equilíbrio que garante a vida na Terra, mostra a narração de DiCaprio.

Há uma profunda reflexão quando se percebe a relação entre o planeta e o homem, este ser que surgiu por aqui há muito pouco tempo e que já tem provocado extrema destruição. Há mais de 40 bilhões de séculos, surgiu neste planeta a primeira célula que tinha um gene que é a chave para todas as formas de vida existentes.

Das 100 trilhões de células que existem no corpo humano, cerca de 90% delas não são humanas, são fungos bactérias e micro organismos. Portanto o corpo carnal é um pouco da história da vida na Terra, mostra os estudiosos. O homem surgiu bem tarde no calendário de um ano da Terra. Talvez por isso deveria pensar melhor e cuidar mais dessa grande casa, como visitante.

O fato é que houve uma ruptura no ritmo de vida das pessoas, da produção ao consumo. O culto ao valor do mercantilismo superou há muito a percepção sobre a manutenção da naturalidade da vida. A economia ainda fala mais alto no mundo de um pseudo progresso, pois está sendo desconsiderada a produção sustentável e o consumo consciente. O grande desafio é reverter esse paradigma.

A natureza é um belo exemplo de sustentabilidade, pois nela não há lixo. O lixo de um organismo alimenta o outro. Esse é o modelo que deverá ser adotado pelas indústrias e demais grandes poluidores em potencial que têm se alastrado desde o fim do século XIX e por todo o século XX. Ainda continua, mas precisa de um basta.

É fundamental o bem-estar para todas as formas de vida. Isso começa pelo planejamento e deve ser mantido pela consciência global a partir de ações individuais e coletivas. O mundo precisa com urgência desse novo estilo de vida, sustentável.

Absurdos como o desperdício de energia, da água e o consumo desenfreado. A fabricação à custa da destruição de recursos naturais, sem repor, conservar ou preservar, precisam ser contida. O consumismo, cultura apregoada no século passado se torna caro agora em que o planeta está em agonia pelo custo alto de produção.

Progredir é importante. Mas não pode crescer deliberadamente uma economia a ponto de implicar na qualidade de vida na terra. O homem não prepondera sobre a Terra, perceber isso é fundamental para crescer de forma segura.

A questão do aquecimento global é enorme. Mas a ação pessoal é muito importante, desde a escolha política que cada um pode fazer, como o produto que leva pra casa, o uso de bens e alimentação ecologicamente corretos, reutilizar, reciclar, recusar e reduzir. Mudar a mentalidade é o caminho, a decisão consciente de mudar pode ser a solução.

A última hora nos deixa a seguinte reflexão: “O que ocorrerá quando escolhermos erradicar deste Planeta. Seja como for, a Terra vai prevalecer, e com o tempo vai se recuperar. E todos os lagos serão puros, os rios, as águas, as montanhas, tudo voltará a ficar verde. Será tranqüilo. Pode não haver pessoas, mas a Terra vai se recuperar. E sabe por quê? A Terra tem todo tempo do mundo, e nós não. Portanto precisamos refletir sobre isso”. Enquanto é tempo.

Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail:
jairdomnato@gmail.com

Nenhum comentário: