
Artigo de Jair Donato
Entende-se por sustentabilidade, três principais dimensões. A dimensão da ecologia, que se trata da qualidade do meio ambiente, preservação e conservação dos recursos naturais. Outro aspecto é o social, uma eqüidade com respeito aos valores culturais. E por fim, a dimensão econômica, responsável pelo aspecto rentabilidade. O respeito a essas condições significa uma considerável redução de riscos e de certificação da capacidade de agregar valor em médio e longo prazo.
O foco dos indicadores de sustentabilidade deve ser veemente no monitoramento das três dimensões, ambiental, social e econômica. Segundo Frtijof Capra, físico austríaco, da transição atual para um futuro sustentável não é apenas um problema técnico ou conceitual. É uma questão de valores, vontade política e também de liderança. Capra apresenta a visão de que uma sociedade sustentável é aquela que não interfere na habilidade inerente à natureza de sustentar a vida.
O crescimento econômico e principalmente o populacional, até 2100, certamente provocará um impacto ainda incalculável, porém certeiro, na emissão de CO2 no planeta, se não forem tomadas sérias medidas de redução do gás carbônico. O papel do governo e do mundo corporativo, com o apoio do terceiro setor e o aval da base científica precisam se concentrar nesse desafio, possivelmente o mais coletivo desde o início da humanidade. No entanto, o apoio definitivo para uma mudança no estilo de vida de todos vai depender muito da disposição de cada um em prol do meio ambiente.
Em uma pesquisa publicada no último semestre pela Climate Confidence Monitor, em 12 países, com 12 mil pessoas, mostra que embora o cenário climático se mostre mais grave, a população está menos preocupada com o clima, em relação a 2007. O retrocesso, segundo o estudo, se caracteriza pela menor disposição percebida nas pessoas em mudar comportamentos e contribuir para minimizar o aquecimento global. Isso mostra que a consciência mundial sobre o problema climático caiu significativamente. Se, em 2007, cerca de 70% dos entrevistados disseram ter ouvido falar muito sobre o tema, esse percentual passou para menos de 40% em 2008, triste mensuração da referida pesquisa.
Essa é uma visão estarrecedora. O grave é que periodicamente são publicados dados de avanços na crise ambiental, como é o caso do estudo divulgado no final do ano passado pela Organização Meteorológica Mundial, agência da ONU. Foi revelado que o nível de gás carbônico no ar atingiu novo recorde e subiu 0,5% em apenas um ano. Estudos apresentam que o nível atual dos gases de efeito estufa na atmosfera já é de quase 40% a mais que na era pré-industrial e sem sinal de que vai diminuir.
Mas afinal, o que explicaria esse fenômeno de desinteresse, se as questões da sustentabilidade parecem cada vez mais difundidas na sociedade? Parte dos entrevistados na pesquisa da agência americana alegou que a estabilidade econômica, seguida pela violência, como no caso dos brasileiros, preocupa mais. Mudanças climáticas aparecem em terceiro lugar, na conclusão.
As constantes mudanças de valores e crenças que ocorrem na velocidade atual exigem remodelagens conceituais e práticas no mundo, seja nos negócios ou na administração pública. Daqui por diante, é preciso mudança acima de tudo, no cotidiano de cada cidadão. O que se espera é a compreensão individual e coletiva, a começar pela sensibilização sobre o uso e o consumo que compete a cada um, no contexto atual, crítico ambientalmente.
Acredito que a via da educação pode ser caminho que mais tem haver com uma base sustentável que garanta a permanência bem sucedida das gerações futuras. As crianças de hoje, que ouvem e praticam lições ambientais dentro de sala de aula, como laboratório, ao se tornarem os gestores nas décadas seguintes, certamente entenderão isso mais profundamente; percepção que as gerações de todo o século XX não conseguiram. Em curto, médio e longo prazo, a maior crise é a ambiental. Os fatos comprovam e os alertas oportunizam o que ainda pode ser feito, agora.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com
O foco dos indicadores de sustentabilidade deve ser veemente no monitoramento das três dimensões, ambiental, social e econômica. Segundo Frtijof Capra, físico austríaco, da transição atual para um futuro sustentável não é apenas um problema técnico ou conceitual. É uma questão de valores, vontade política e também de liderança. Capra apresenta a visão de que uma sociedade sustentável é aquela que não interfere na habilidade inerente à natureza de sustentar a vida.
O crescimento econômico e principalmente o populacional, até 2100, certamente provocará um impacto ainda incalculável, porém certeiro, na emissão de CO2 no planeta, se não forem tomadas sérias medidas de redução do gás carbônico. O papel do governo e do mundo corporativo, com o apoio do terceiro setor e o aval da base científica precisam se concentrar nesse desafio, possivelmente o mais coletivo desde o início da humanidade. No entanto, o apoio definitivo para uma mudança no estilo de vida de todos vai depender muito da disposição de cada um em prol do meio ambiente.
Em uma pesquisa publicada no último semestre pela Climate Confidence Monitor, em 12 países, com 12 mil pessoas, mostra que embora o cenário climático se mostre mais grave, a população está menos preocupada com o clima, em relação a 2007. O retrocesso, segundo o estudo, se caracteriza pela menor disposição percebida nas pessoas em mudar comportamentos e contribuir para minimizar o aquecimento global. Isso mostra que a consciência mundial sobre o problema climático caiu significativamente. Se, em 2007, cerca de 70% dos entrevistados disseram ter ouvido falar muito sobre o tema, esse percentual passou para menos de 40% em 2008, triste mensuração da referida pesquisa.
Essa é uma visão estarrecedora. O grave é que periodicamente são publicados dados de avanços na crise ambiental, como é o caso do estudo divulgado no final do ano passado pela Organização Meteorológica Mundial, agência da ONU. Foi revelado que o nível de gás carbônico no ar atingiu novo recorde e subiu 0,5% em apenas um ano. Estudos apresentam que o nível atual dos gases de efeito estufa na atmosfera já é de quase 40% a mais que na era pré-industrial e sem sinal de que vai diminuir.
Mas afinal, o que explicaria esse fenômeno de desinteresse, se as questões da sustentabilidade parecem cada vez mais difundidas na sociedade? Parte dos entrevistados na pesquisa da agência americana alegou que a estabilidade econômica, seguida pela violência, como no caso dos brasileiros, preocupa mais. Mudanças climáticas aparecem em terceiro lugar, na conclusão.
As constantes mudanças de valores e crenças que ocorrem na velocidade atual exigem remodelagens conceituais e práticas no mundo, seja nos negócios ou na administração pública. Daqui por diante, é preciso mudança acima de tudo, no cotidiano de cada cidadão. O que se espera é a compreensão individual e coletiva, a começar pela sensibilização sobre o uso e o consumo que compete a cada um, no contexto atual, crítico ambientalmente.
Acredito que a via da educação pode ser caminho que mais tem haver com uma base sustentável que garanta a permanência bem sucedida das gerações futuras. As crianças de hoje, que ouvem e praticam lições ambientais dentro de sala de aula, como laboratório, ao se tornarem os gestores nas décadas seguintes, certamente entenderão isso mais profundamente; percepção que as gerações de todo o século XX não conseguiram. Em curto, médio e longo prazo, a maior crise é a ambiental. Os fatos comprovam e os alertas oportunizam o que ainda pode ser feito, agora.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário