
Artigo de Jair Donato
Recentemente prefeitos do Norte de Mato Grosso que estão na lista do governo federal, após o decreto 6.321 sobre as restrições no desmatamento da Amazônia em 19 municípios do Estado, entraram na luta para defesa dos agricultores no movimento Reage Nortão. Trata-se de algo que afeta o caixa dos municípios tanto ou mais que os interesses dos donos de terras. Foram à Brasília, à Assembléia Legislativa Estadual e se posicionaram, querem que o decreto seja revogado.
Penso que esse é um embate interessante. Afinal, assim é o paradigma capitalista, quando qualquer decisão afeta o bolso, todos procuram se movimentar. Contudo, o curioso é que antes da ‘lista’ nenhum movimento tinha sido encabeçado com tanta ênfase por esses governantes do povo, que considerasse os demais pilares da sustentabilidade.
“Nos últimos 40 ou 50 anos, a economia dominava. Nos próximos 20 ou 30 anos, as questões sociais é que vão dominar”, disse Peter Drucker, guru da administração moderna. E o contexto social está tão inteiramente ligado ao meio ambiente, mais que ao econômico. Para o homem existir, quando nem se pensava em bens ou economia, havia a natureza que sempre o abrigou. Certamente o maior debate neste século será sobre ética e moralidade.
É considerável o discurso dos agricultores, pecuaristas e madeireiros quando se posicionam sobre os empecilhos surgidos para que continuem com as atividades que possuem na Amazônia. Realmente, na atual conjuntura de desenvolvimento do País, não é possível apenas preservar a área verde. Talvez a maior incompetência por parte do governo esteja no fato de não ter planejamentos sustentáveis consistentes que não cesse o lado econômico e que não ameace os biomas. Muito apenas se discute, por enquanto.
Mas, o que vejo como incoerente na postura dos ‘desbravadores da mata’ é quando se colocam como vítimas, dizem que a mídia os faz vilões amazônicos. Muitos ainda se apegam ao discurso de que vieram para cá a convite do governo do Estado desde o período pós-divisão e que a condição na época era derrubar a floresta. Sim, mas essa era uma condição do passado, hoje inaceitável.
As justificativas e a dificuldade de aceitar mudanças estão ligadas, na maioria das vezes, à mediocridade do ser humano, que acha mais fácil trilhar um caminho já explorado antes. E acha difícil aceitar o novo, mesmo quando se trata do risco a própria sobrevivência. Tem muita gente boa por aí, principalmente pequenos produtores, que criam e produzem eticamente e cuidam do meio ambiente. Tem também muitos aproveitadores que ainda ganham somente à custa da destruição dos recursos naturais.
A polêmica atual é que o mundo precisa de soluções novas que exigem ações diferentes. É preciso mais eficácia no controle do desmatamento e da extração ilegal da madeira, no cuidado com os recursos hídricos e com os biomas existentes.
A forma de ganhar dinheiro, de comer e produzir, por uma questão de necessidade, será diferente daqui por diante. Sofrerá menos quem entender logo essa realidade. Nem todos nesse contexto estão impunes e nem são tão éticos que não precisam de fiscalização. Pois erva daninha se dá em todo lugar, seja na lavoura, no pasto ou na floresta. E só pode ser combatida com defensivos. Ao que parece os defensivos agrícolas ainda são mais eficazes do que a fiscalização.
A humanidade está numa transição significativa, talvez a maior da história. Quem tiver visão pode transformar isso
Mudar dói, deforma. Mas esse é o paradigma que vai alterar o estilo de vida da dona de casa até as grandes potências de produção, fabricação e consumo. Quem for inflexível e resistente, que saia do cenário. Mudar, conservar, preservar ou perder, esse é o dilema.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com
Um comentário:
MENSAGEM AO GRANDE JAIR DONATO.
Boa Tarde.
Jair nao como coincidencia, mas sim pelo Principio da Sincronicidade, soubemos hoje de sua existencia, mas o melhor Jair é o que está por vir, pudemos ver a sua luta tambem pelo Meio Ambiente, e voce que está ai no Mato Grosso, onde quase tudo ja foi para o Chao, pela Ganancia das Commodities, hoje um Ativo, amanha um Passivo de Perpetualidade, Jair parabens pelos seus artigos, o considero no lugar do Grande Francelmo, aquele do mato Grosso do Sul, eta Mato Grosso velho de Guerra, que logo logo estaremos por ai, nao so no Mato Grosso, mas iremos agora em Caravanas, cumprimdo o pensamento Beduino, que se formos sozinho, nao conseguiremos vencer a imensaidao do Deserto, em caravnas chegaremos aos locais mais inospitos do Earth Planet, para falarmos na Consciencia Cosmica, no Despertar da Consciencia, uma Nova Economia Criativa está sendo gerada, e os homens irao sim colocar em pratica, Jair, temos nos unido somente pela Dor, Furacoes, Tornados Tsunamis, Katrina, Catarina, Terremotos, a Natureza nos pede que mudemos a forma de agir, viver, consumir, se nao fizemos por Amor, faremos pela Dor, mas temos o Amor a Vida ao nosso lado, diferente dos Governantes que constroem Muros, Visiveis e Invisiveis, nos Construiremos as Pontes, entre a Guerra e a Paz, entre o Odio e o Amor, Isarael x Palestina, Pontes entre a Ignorancia e o Saber, e por ai iremos.
Valeu amigo, fica esse registro pela sua longa luta , igual a nossa, agora nao mais solitaria, pois juntos seremos fortes, e contaremos com as criancas do mundo inteiro, viajaremos pelos Rios, Desertos e Mares, para colocarmos em Pratica O Despertar da Consciencia, em favor da Natureza e da Vida.
Vamos tambem com o Tocando em frente do Almir Satter que se juntara a nos, como um velho Boiadeiro nao mais tocando a Boiada, mas sim Ecoando que é preciso chuva para poder florir, é preciso Paz para podermos seguir a longa jornada.
Vamos em frente.
JOSE PEDRO NAISSER.
ECOLOGISTA E HUMANISTA.
CURITIBA.PR.
email. jpnaisser@hotmail.com
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