
Artigo de Jair Donato
Conta-se que em algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos. Como os macacos são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o sistema de pegar uma cabaça de boca estreita e colocar dentro uma banana. Em seguida ela é amarrada ao tronco de uma árvore freqüentada por macacos. Afastam-se e esperam as presas.
Um macaco curioso desce, olha dentro da cabaça e vê a banana. Enfia a mão e apanha a fruta. Mas, como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana. Surge então um dilema. Se largar a fruta, a mão sai e ele pode ir embora livremente. Caso contrário, continua preso na armadilha.
Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranqüilamente, capturam os macacos que, teimosamente, recusam-se a largar as bananas. O final é trágico, pois os macacos são capturados para servirem de alimento. Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos. Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela.
O problema deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na mão dele. Parece uma insanidade largá-la. Essa história é interessante, porque muitas vezes as pessoas fazem exatamente como os macacos. Permanecem agarradas a coisas que prejudicam a si próprias como também aos demais em sua volta e ao meio ambiente em que vivem. São velhos paradigmas, velhas formas de ganho e produção que muitos não querem trocar por estilos novos, mesmo sendo sustentáveis.
A ‘banana’ da analogia citada, numa visão capitalista, pode ser simbolizada pelo poder e pela ganância de querer sempre mais, mesmo colocando em risco os recursos naturais que possui, como a capacidade de viver e a garantia de sobrevivência às próprias gerações. Segurar a banana pode significar ter mais ao queimar, destruir para acumular um lucro aparente, embora semelhante à construção de castelos em arenito.
A ação humana natural provoca impacto na emissão de gases que permanecem na camada do efeito estufa. Mas, de longe é isso o que põe em risco o planeta. É a produção em excesso do homem industrial, que usa combustível fóssil em demasia, queima e desmata sem planejamento e preocupação mútua, que está levando o planeta a uma pressão acima do que é capaz de suportar. Ele já não respira bem, vida sintomática é o que temos, com risco de agravamento.
Os valores que fazem a maioria dos altamente poluidores, governos e organizações, permanecerem com a mão na cumbuca do ganha-perde estão invertidos. Não seguram uma banana, como o simples macaco africano, e sim grandes dinamites, ao continuarem poluindo. E o estopim é a falta de consciência que ainda prevalece na ação de tantos.
Contudo, uma luz no fim do túnel começa a surgir, e vem da consciência do cidadão, do consumidor, da dona de casa. O dia-a-dia já conta com incontáveis pequenos exemplos, que sendo efetivos, pode fazer a diferença em cada localidade. E é claro que o impacto é global. Coisas simples podem causar menos impacto e que podem ser feitas dentro de casa. Quer refletir mais sobre isso? Veja o que cada mãe pode fazer.
No mundo, atualmente, nascem cerca de 09 crianças por segundo. Cada mãe que opta por usar fraldas de pano, por exemplo, pode contribuir para poluir menos o planeta. As fraldas descartáveis levam cerca de 450 anos para se decompor ao serem depositadas em lixões e aterros sanitários. Estimativas apontam que elas representam cerca de 30% do lixo mundial não biodegradável e 2% dos resíduos gerados numa cidade. E essa é uma ação que pode ser evitada em casa.
Com esse pequeno exemplo é possível perceber que muito do que está para ser feito compete a cada um de nós, individualmente. Basta que o pensamento seja voltado para o coletivo. A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana, que, apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto ao caos. Agir sem apegos e disposto à mudanças é bem melhor, é viver com naturalidade.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com
Um macaco curioso desce, olha dentro da cabaça e vê a banana. Enfia a mão e apanha a fruta. Mas, como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana. Surge então um dilema. Se largar a fruta, a mão sai e ele pode ir embora livremente. Caso contrário, continua preso na armadilha.
Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranqüilamente, capturam os macacos que, teimosamente, recusam-se a largar as bananas. O final é trágico, pois os macacos são capturados para servirem de alimento. Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos. Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela.
O problema deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na mão dele. Parece uma insanidade largá-la. Essa história é interessante, porque muitas vezes as pessoas fazem exatamente como os macacos. Permanecem agarradas a coisas que prejudicam a si próprias como também aos demais em sua volta e ao meio ambiente em que vivem. São velhos paradigmas, velhas formas de ganho e produção que muitos não querem trocar por estilos novos, mesmo sendo sustentáveis.
A ‘banana’ da analogia citada, numa visão capitalista, pode ser simbolizada pelo poder e pela ganância de querer sempre mais, mesmo colocando em risco os recursos naturais que possui, como a capacidade de viver e a garantia de sobrevivência às próprias gerações. Segurar a banana pode significar ter mais ao queimar, destruir para acumular um lucro aparente, embora semelhante à construção de castelos em arenito.
A ação humana natural provoca impacto na emissão de gases que permanecem na camada do efeito estufa. Mas, de longe é isso o que põe em risco o planeta. É a produção em excesso do homem industrial, que usa combustível fóssil em demasia, queima e desmata sem planejamento e preocupação mútua, que está levando o planeta a uma pressão acima do que é capaz de suportar. Ele já não respira bem, vida sintomática é o que temos, com risco de agravamento.
Os valores que fazem a maioria dos altamente poluidores, governos e organizações, permanecerem com a mão na cumbuca do ganha-perde estão invertidos. Não seguram uma banana, como o simples macaco africano, e sim grandes dinamites, ao continuarem poluindo. E o estopim é a falta de consciência que ainda prevalece na ação de tantos.
Contudo, uma luz no fim do túnel começa a surgir, e vem da consciência do cidadão, do consumidor, da dona de casa. O dia-a-dia já conta com incontáveis pequenos exemplos, que sendo efetivos, pode fazer a diferença em cada localidade. E é claro que o impacto é global. Coisas simples podem causar menos impacto e que podem ser feitas dentro de casa. Quer refletir mais sobre isso? Veja o que cada mãe pode fazer.
No mundo, atualmente, nascem cerca de 09 crianças por segundo. Cada mãe que opta por usar fraldas de pano, por exemplo, pode contribuir para poluir menos o planeta. As fraldas descartáveis levam cerca de 450 anos para se decompor ao serem depositadas em lixões e aterros sanitários. Estimativas apontam que elas representam cerca de 30% do lixo mundial não biodegradável e 2% dos resíduos gerados numa cidade. E essa é uma ação que pode ser evitada em casa.
Com esse pequeno exemplo é possível perceber que muito do que está para ser feito compete a cada um de nós, individualmente. Basta que o pensamento seja voltado para o coletivo. A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana, que, apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto ao caos. Agir sem apegos e disposto à mudanças é bem melhor, é viver com naturalidade.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach, professor universitário - especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jairdomnato@gmail.com
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