OUSE, CALCULE O MELHOR
Artigo de Jair
Donato*
É grande o número de pessoas que calcula apenas o modo como as coisas
podem dar errado na própria vida. É gente que não planeja, fala sobre o que não
quer, age por impulso, vive sem objetivos e aprende apenas a “pré-ocupar” a
mente com aquilo que não deseja, por isso perde tempo e energia. Já dizia um
pensador que a preocupação é a fé na coisa errada.
Em meados do século XX houve um escritor que entrevistou Henry Ford,
um dos maiores gênios industriais, criador da Ford Motor Company, que
viera a se tornar na época o homem mais rico do mundo após 25 anos de trabalho.
Dentre várias perguntas, o escritor indagou a Ford se a preocupação
havia sido para ele um problema. Ao que Ford respondeu que fora um
problema até que ele ficara ocupado demais para se preocupar.
E no decorrer do diálogo, o industriário deu ao escritor o que ele
chamava de fórmula segura para eliminar a preocupação. Então ele disse: “Creia
no melhor, pense o melhor, estude da melhor forma possível, tenha um alvo para
alcançar o melhor, nunca se satisfaça com menos do que o seu melhor, tente o
seu melhor e no final todas as coisas irão resultar no melhor. O último conselho
dele foi: sempre calcule o melhor”.
Na vida é preciso ter raízes e não âncoras. Raízes são sedimentos que
alimentam, propiciam fertilização, frutos e prosperidade. Âncoras imobilizam,
podem ser crenças limitantes, atitudes sem foco, pensamentos ínfimos e falta de
ação. Quem vivifica raízes planeja, calcula, idealiza o futuro. Quem vive como
âncora, mais afunda do que avança, vivencia mais marcas de frustração do que
realizações. Mas, tudo isso não é predestinação, trata-se da atitude que se
preza perante a vida.
Há também os que vivem entre a aventura e a audácia, o que pode ser
uma linha tênue, na teoria; embora no mundo prático tais conceitos façam a
diferença. Quem age na vida como aventureiro, sempre fica ofegante, morre no
combate, pois vive o estilo “se der, deu”. Contudo, há os que são audaciosos,
esses agem de forma organizada, calculada, e seguem confiantes. A probabilidade
de atingir o que almeja é bem maior.
O início de cada ano, assim como deve ser o início de cada dia, é
sempre um portal para repensar na carreira, no relacionamento com as pessoas e
acima de tudo, na vida. É tempo de ressignificar os episódios até então
desagradáveis e compreender as lições deles atribuídas. É tempo de planejar,
calcular para em seguida agir resoluto. Pois a confiança está mais para quem
possui foco do que para o aventureiro.
Se perceber que até agora você fez pouco, então faça mais. E se errou,
peça desculpas. Se não poupou, desperdice menos. Se se relacionou pouco,
socialize-se mais. Sentiu-se magoado? Perdoe. Mas se magoou, peça perdão.
Lembre-se, calcule sempre o melhor. Pois antes tudo isso pode fazer sentido em
si mesmo e no contexto em que vive.
Por fim, será o trabalhe o estopim para a realização de tudo que calculou
e planejou. E mais, o resultado poderá ser duradouro se tal empenho for energizado
por altas doses de entusiasmo; essa é uma preciosa dica das biografias dos
vencedores. Foi também Henry Ford que
deixou o seguinte legado: “Se você acha que pode ou se você acha que não pode,
de qualquer forma, você está certo”. Pois a crença é sua. Pense e calcule que
você pode para então entrar em ação rumo ao que você quer. Lembre-se, não
planeje para um ano, planeje a sua vida.

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