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terça-feira, 3 de junho de 2014

OUSE, CALCULE O MELHOR
Artigo de Jair Donato*

É grande o número de pessoas que calcula apenas o modo como as coisas podem dar errado na própria vida. É gente que não planeja, fala sobre o que não quer, age por impulso, vive sem objetivos e aprende apenas a “pré-ocupar” a mente com aquilo que não deseja, por isso perde tempo e energia. Já dizia um pensador que a preocupação é a fé na coisa errada.

Em meados do século XX houve um escritor que entrevistou Henry Ford, um dos maiores gênios industriais, criador da Ford Motor Company, que viera a se tornar na época o homem mais rico do mundo após 25 anos de trabalho. Dentre várias perguntas, o escritor indagou a Ford se a preocupação havia sido para ele um problema. Ao que Ford respondeu que fora um problema até que ele ficara ocupado demais para se preocupar.

E no decorrer do diálogo, o industriário deu ao escritor o que ele chamava de fórmula segura para eliminar a preocupação. Então ele disse: “Creia no melhor, pense o melhor, estude da melhor forma possível, tenha um alvo para alcançar o melhor, nunca se satisfaça com menos do que o seu melhor, tente o seu melhor e no final todas as coisas irão resultar no melhor. O último conselho dele foi: sempre calcule o melhor”.

Na vida é preciso ter raízes e não âncoras. Raízes são sedimentos que alimentam, propiciam fertilização, frutos e prosperidade. Âncoras imobilizam, podem ser crenças limitantes, atitudes sem foco, pensamentos ínfimos e falta de ação. Quem vivifica raízes planeja, calcula, idealiza o futuro. Quem vive como âncora, mais afunda do que avança, vivencia mais marcas de frustração do que realizações. Mas, tudo isso não é predestinação, trata-se da atitude que se preza perante a vida.

Há também os que vivem entre a aventura e a audácia, o que pode ser uma linha tênue, na teoria; embora no mundo prático tais conceitos façam a diferença. Quem age na vida como aventureiro, sempre fica ofegante, morre no combate, pois vive o estilo “se der, deu”. Contudo, há os que são audaciosos, esses agem de forma organizada, calculada, e seguem confiantes. A probabilidade de atingir o que almeja é bem maior.

O início de cada ano, assim como deve ser o início de cada dia, é sempre um portal para repensar na carreira, no relacionamento com as pessoas e acima de tudo, na vida. É tempo de ressignificar os episódios até então desagradáveis e compreender as lições deles atribuídas. É tempo de planejar, calcular para em seguida agir resoluto. Pois a confiança está mais para quem possui foco do que para o aventureiro.

Se perceber que até agora você fez pouco, então faça mais. E se errou, peça desculpas. Se não poupou, desperdice menos. Se se relacionou pouco, socialize-se mais. Sentiu-se magoado? Perdoe. Mas se magoou, peça perdão. Lembre-se, calcule sempre o melhor. Pois antes tudo isso pode fazer sentido em si mesmo e no contexto em que vive.

Por fim, será o trabalhe o estopim para a realização de tudo que calculou e planejou. E mais, o resultado poderá ser duradouro se tal empenho for energizado por altas doses de entusiasmo; essa é uma preciosa dica das biografias dos vencedores. Foi também Henry Ford que deixou o seguinte legado: “Se você acha que pode ou se você acha que não pode, de qualquer forma, você está certo”. Pois a crença é sua. Pense e calcule que você pode para então entrar em ação rumo ao que você quer. Lembre-se, não planeje para um ano, planeje a sua vida.

*Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida.  E-mail: jair@domnato.com.br

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