
Artigo de Jair Donato
Ainda é comum ouvir dizer que os responsáveis pelas ações para reduzir a emissão dos gases poluentes na atmosfera, que aumentam o efeito estufa, são os governos e as empresas. É verdade, pois ainda se faz muito pouco, sem contar que a maior parte está descomprometida com a causa ambiental.
Porém, cada ser humano habitável no planeta não deve transferir ou fugir da responsabilidade que possui como usuário dos recursos naturais, da energia utilizada, dos alimentos consumidos e do lixo produzido. Afinal, resíduos e poluição são produzidos por todos, em pequena ou grande escala, até pelos animais.
O planeta é um organismo vivo e pede socorro. Estamos diante de uma situação global, séria e irreversível. O mundo precisa de ações rápidas. A terra agoniza e necessita que o homem mude o estilo comportamental em relação ao uso da energia, da água, da terra, do que consome, enfim. A pergunta que não quer calar: O que pode ser feito para diminuir o aumento da temperatura da terra?
Será que a situação ambiental mudaria apenas por grandes ações, impostas pelos governos ou implementadas por organizações? Ou mudaria, de fato, pelas pequenas ações praticadas pelo maior número de pessoas, com consciência e ética?
O apelo até mesmo dos cientistas é para que cada um contribua, desde a opção pelo uso de energia limpa, de fontes renováveis, como pelo consumo responsável da água, a produção comedida e a reciclagem do lixo, que são alguns exemplos do que pode ser feito.
Outras práticas simples que podem mudar o mundo: ao trocar um aparelho eletrônico, optar por outro que gaste menos energia, tipo classe A, ou produtos selo verde. O consumidor precisa aprender a ler o rótulo do que compra, antes de retirar um produto da gôndola, para saber qual impacto tem em continuar consumindo tal produto. É assim que surgirá uma nova sociedade, da eco-economia.
O cliente deve exigir a origem da madeira usada na fabricação dos móveis que adquire. Saber de onde vem a carne consumida, substituir lâmpadas incandescentes por fluorescentes. Pode ainda trocar um produto de plástico por um de algodão – as mulheres podem fazer isso ao comprarem absorventes ou fradas para o bebê, evitando material plástico. São impactos visíveis no bolso e que poluem menos
Hoje, é ético rever o consumo exagerado de carne, dá preferência às frutas da estação, fazer rodízio de carros quando tiver o mesmo trajeto. Andar mais em transportes não poluentes, como a bicicleta. Cada quilômetro que deixa de ser rodado em um carro movido à gasolina, são
A dona de casa pode fazer a parte dela ao utilizar produto de limpeza biodegradável, como o detergente. Evitar jogar o óleo de cozinha usado na pia. Recusar o uso das marcas que fabricam produtos à custa da destruição dos recursos naturais e da biodiversidade. Será que a margarina que você consome é produzida pelo vapor de uma caldeira à base da queima de madeira ilegal? É bom ficar atento com o que tem no mercado. Se informar mais sobre o que é sustentabilidade e responsabilidade ambiental.
Outras ações simples como a opção pelo papel reciclado nas impressões, e imprimir só o necessário, fazer revisões na própria tela do computador. Tudo isso pode ser pouco, individualmente, mas é o começo. E, se essa for uma atitude da maioria, bom seria se fosse de todos, certamente o mundo ficará mais limpo. Seja o consumidor, o cidadão, o produtor, o fabricante ou o governante, todos podem e devem fazer o melhor.
Talvez, o maior entrave que o mundo enfrenta não seja a falta de mais políticas globais. Mas, a mudança de atitude do indivíduo. Peter Drucker, pai da administração moderna, certa vez disse que “As pessoas não resistem às mudanças. Elas resistem a serem mudadas”. Essa pode ser uma pausa para reflexão, e o momento para a ação.
Jair Donato – Jornalista em Cuiabá, Consultor – Life Coach - e professor universitário - especialista
2 comentários:
Oie amigo!
Olha eu aqui comentando
Super abraço para vc e parabens pelo belo belo trabalho.
Estou precisando de um coaching, vamos falar no msn...
bjussssssssssssss
Tanks Paulinha!
Bjs
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