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sexta-feira, 21 de março de 2014

VOCÊ É RARO OU IMPORTANTE?
Artigo de Jair Donato*

O que você faz é importante ou raro? Se você deixar de fazer o que faz agora, quantos a mais continuarão executando da mesma forma que você? O ensaísta americano Mark Twain relatou o caso de um roteirista que havia sido contratado, na modalidade tempo determinado, por uma empresa cinematográfica dos Estados Unidos, cujo contrato estava para findar em um mês. Mas, esse roteirista estava sem atividade nessa empresa e praticamente não tinha nada para fazer. Então a probabilidade do contrato dele não ser renovado era enorme.

Foi quando um diretor de produção desse roteirista recebeu uma ligação telefônica de uma empresa cinematográfica concorrente que iria precisar de um roteirista para a produção de um filme. Então o diretor viu isso como uma oportunidade de ganhar mais dinheiro e disse que tinha esse profissional e que o cederia por uma quantia de dez mil dólares mensais. A empresa solicitante achou alto o preço, mas por fim acabou aceitando a proposta. Então o contrato do roteirista foi renovado e ele recebeu antecipadamente tal quantia.

Ou seja, quando a procura é grande e tem pouca oferta, o produto ou um serviço será adquirido por valor maior que o real. Ou seja, no mercado de trabalho o profissional é mais valorizado pela raridade do que pela importância que possui.

Aquele que se relaciona bem com os outros, que se dedica ao que faz e faz bem, principalmente quando se trata de algo que é executado por poucos, é negociado por alto preço. Por mais brilhante que seja uma pessoa, se ela não satisfaz as exigências do mercado atual, passará a viver com um a mais numa multidão disponível.

Vejamos o quão importante é a atividade de um professor, alguém tem dúvida disso? Mas, até que ponto ela é valorizada? Após anos de estudo, mestrado e doutorado, esse profissional recebe um salário ainda irrisório. Seria a missão de educar uma atividade que possui mais importância do que a de um jogador de futebol, cuja formação acadêmica para a maioria não é prioridade? Por que então algumas raridades futebolísticas faturam milhões anualmente? E um professor que educa, contribui para a formação de vidas, ganha pouco?

Mas, a questão não é pelo fato de ser professor, isso é apenas importante. Ser um professor raro hoje garante maior procura pelo mercado, a exemplo de alguns que existem nas instituições que inovam a metodologia, saem do obvio, esses são bem procurados e ganham mais. Mesmo na área educacional, percebe-se que o desenvolvimento de competências que leva o profissional a se tornar raridade é mais importante. Agora descubra e avalie em quais áreas da sua vida e em quais aspectos, além de importantes, você pode se tornar uma raridade.

Pergunte-se sobre qual é o seu tamanho, seja no mercado de trabalho, na família ou no meio social. No filme Stuart Little, há uma passagem em que a personagem Margalo faz essa pergunta ao ratinho Stuart: Qual é o seu tamanho? O ratinho, por ele se achar pequeno, complementou que “você pode ser do tamanho que quiser”. Descubra o seu.


*Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida.  E-mail: jair@domnato.com.br

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