VOCÊ É RARO OU IMPORTANTE?
Artigo de Jair
Donato*
O que você faz é importante ou raro? Se você deixar de fazer o que faz
agora, quantos a mais continuarão executando da mesma forma que você? O
ensaísta americano Mark Twain relatou o caso de um roteirista que havia sido
contratado, na modalidade tempo determinado, por uma empresa cinematográfica
dos Estados Unidos, cujo contrato estava para findar em um mês. Mas, esse
roteirista estava sem atividade nessa empresa e praticamente não tinha nada
para fazer. Então a probabilidade do contrato dele não ser renovado era enorme.
Foi quando um diretor de produção desse roteirista recebeu uma ligação
telefônica de uma empresa cinematográfica concorrente que iria precisar de um
roteirista para a produção de um filme. Então o diretor viu isso como uma
oportunidade de ganhar mais dinheiro e disse que tinha esse profissional e que
o cederia por uma quantia de dez mil dólares mensais. A empresa solicitante
achou alto o preço, mas por fim acabou aceitando a proposta. Então o contrato
do roteirista foi renovado e ele recebeu antecipadamente tal quantia.
Ou seja, quando a procura é grande e tem pouca oferta, o produto ou um
serviço será adquirido por valor maior que o real. Ou seja, no mercado de
trabalho o profissional é mais valorizado pela raridade do que pela importância
que possui.
Aquele que se relaciona bem com os outros, que se dedica ao que faz e
faz bem, principalmente quando se trata de algo que é executado por poucos, é
negociado por alto preço. Por mais brilhante que seja uma pessoa, se ela não
satisfaz as exigências do mercado atual, passará a viver com um a mais numa
multidão disponível.
Vejamos o quão importante é a atividade de um professor, alguém tem
dúvida disso? Mas, até que ponto ela é valorizada? Após anos de estudo,
mestrado e doutorado, esse profissional recebe um salário ainda irrisório.
Seria a missão de educar uma atividade que possui mais importância do que a de
um jogador de futebol, cuja formação acadêmica para a maioria não é prioridade?
Por que então algumas raridades futebolísticas faturam milhões anualmente? E um
professor que educa, contribui para a formação de vidas, ganha pouco?
Mas, a questão não é pelo fato de ser professor, isso é apenas
importante. Ser um professor raro hoje garante maior procura pelo mercado, a
exemplo de alguns que existem nas instituições que inovam a metodologia, saem
do obvio, esses são bem procurados e ganham mais. Mesmo na área educacional, percebe-se
que o desenvolvimento de competências que leva o profissional a se tornar
raridade é mais importante. Agora descubra e avalie em quais áreas da sua vida
e em quais aspectos, além de importantes, você pode se tornar uma raridade.
Pergunte-se sobre qual é o seu tamanho, seja no mercado de trabalho,
na família ou no meio social. No filme Stuart Little, há uma passagem em que
a personagem Margalo faz essa pergunta ao ratinho Stuart: Qual é o seu tamanho?
O ratinho, por ele se achar pequeno, complementou que “você pode ser do tamanho
que quiser”. Descubra o seu.
*Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de
pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade
de Vida. E-mail: jair@domnato.com.br

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