Total de visualizações de página

sexta-feira, 28 de março de 2014

VOCÊ IMPÕE OU INFLUENCIA?
Artigo de Jair Donato* 

No artigo anterior a abordagem foi sobre porque que chefe não é um líder. Toda organização necessita de gestão, contudo a liderança se torna um fator primordial em todas elas. Infelizmente essa tem sido uma negligência por parte de muitos gestores. No mundo da administração, processos e tecnologia são partes de uma tríade que só é completa quando as pessoas são bem conduzidas, isso é liderança. Ao passo que o processo de liderança é uma influência de relacionamento, a gestão é uma relação de autoridade, e juntos, um complementa o outro.

Liderança é necessária em todas as áreas da vida, como também é primordial nas empresas. O administrador ou o gestor precisa entender sobre o que provoca a motivação humana, nisto consiste o saber conduzir pessoas, é aí que está a arte de liderar. Para que se estabeleça a eficácia, é necessário entender que a liderança é mais que uma competência técnica, entender de comportamento, do que de fato influencia positivamente as pessoas é fundamental.

É por isso que a liderança é um aspecto de subjetividade, pois ela depende dos outros perceberem naquele que assume a função de líder a competência em liderar, é daí que surge a confiança. Apenas executar um bom trabalho não é suficiente para se tornar um líder, é necessário que seja reconhecido sem se impor. Um cargo hierárquico isolado de habilidades de relacionamento e controle das emoções não faz de nenhum profissional um líder. Pois liderar não está na posição que ocupa, é uma escolha que deriva da percepção do outro, ou seja, da equipe liderada. Quem não lidera pouco propõe e mais impõe, e isso gera pessoas confusas. O verdadeiro líder é o que sabe defender valores que representam a vontade coletiva. Pois se ele não soubesse fazer isso, não seria capaz de influenciar os liderados à ação.

Por essa razão é que o poder legítimo, aquele conferido pela posição funcional ocupada na organização, varia de um para outro. Enquanto o líder o aplica para promover as demais pessoas, o que não tem o devido preparo e atua apenas como “chefe”, pode usa-lo em prol das próprias frustrações e interesses, provocando imposição e massacre psicológico na equipe que gere, isso tem sido grande causa de assédio moral atualmente nas corporações. Uma das maiores figuras americanas, Abraham Lincoln,  disse que para conhecer mesmo uma pessoa, dê a ela poder.

Produtividade, alto desempenho, suplantar metas com lucratividade são resultados advindos de boas práticas de gestão com liderança e o que foge disso são apenas resultados em curto prazo e ausente de fatores ligados a qualidade de vida. É chegada a hora em que chefes, administradores e demais profissionais com cargos de responsabilidades nas organizações repensarem sobre as habilidades que possuem para liderarem melhor.

O ato de liderar, portanto é agir como agente de mudança e tem muito mais a ver com atitude e comportamento do que com preparo técnico. Há muitas empresas que se tornam reféns de alguns profissionais apenas por possuírem habilidade técnica, mas desprovidos de liderança. Basta conferir o alto índice de rotatividade nos setores que esses profissionais atuam. E mais, a insatisfação dos que permanecem no ambiente de trabalho mascaram a produtividade apresentada.

*Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida.  E-mail: jair@domnato.com.br

Nenhum comentário: