QUAL
É O FOCO DO SEU NEGÓCIO?
Artigo de Jair Donato*
Após a Era do marketing de
relacionamento, exponencialmente na década de 1990, até os dias atuais, tempos do
marketing 3.0, em que o cliente adquire serviços e não apenas produtos,
descobrir o que ele quer e mais que isso, surpreendê-lo, tocar-lhe o coração,
despertar nele sentimentos, tem sido o maior desafio para todos os segmentos.
A visão míope do passado fazia as
empresas oferecerem apenas produtos, cores, tamanhos, dispositivos autômatos e
demais características que distanciavam um produto do outro. Hoje, o cliente
encontra infindáveis variedades de produtos com qualidade semelhante e preços
similares praticamente em todo lugar, seja em ambiente físico ou na web. O que
os diferencia na hora de uma tomada de decisão é o serviço, que inclui
atendimento, credibilidade e uma gama de aspectos intangíveis, que se
transforma na variável valor, o que para o cliente é uma percepção. Vivemos na
era da subjetividade, isso vale consideravelmente para o atendimento na sua
empresa. Afinal, o que você vende é produto ou solução?
Quando o rei do
automóvel no século XX, Henry Ford, decidiu que a cor ideal para um carro seria
preta, ele não perguntou isso para o cliente, nem precisava. Os tempos eram
outros, o cliente já ficava feliz em possuir aquilo que era disponibilizado do
jeito que o fabricante achasse adequado. Hoje, perguntar ao cliente o que ele
quer também não é a melhor opção, pois nem sempre ele sabe o que quer e como
quer. O que o cliente possui é a necessidade e disso a empresa e a equipe do
marketing precisa saber para surpreendê-lo com uma infinidade de opções, e que
não seja apenas preta, como decidia Ford. Ela tomou essa decisão naquela época apenas
por uma questão de custo operacional, pois o carro preto exigia menos tinta, e
dessa forma reduzia o custo de cada unidade produzida.
Mas, hoje ao oferecer
um produto ou prestar serviços ao cliente baseando-se apenas no custo
operacional ou em estratégias internas da empresa é o risco de não tê-lo de
volta. O cliente até paga mais caro, mas por aquilo que o agrade e que o deixe
feliz. Quando você for atender o cliente é preciso que seu atendimento seja um produto
ampliado, diferencial, algo que o encante de modo que, além disso, ele ainda
leve seu produto ou contrate seu serviço. E quando ele ligar para perguntar-lhe
a que horas você abre ou fecha o seu empreendimento, antes de dizer sua
disponibilidade pergunte a ele a que horas ele poderá vir. Ou seja, o foco precisa
ser o do cliente. Entender isso é estar apto para atuar neste mundo de alta competitividade.
Sam Walton, fundador da rede varejista Wal-Mart, dizia que
o cliente é o único que pode demitir todos de
uma empresa, desde o presidente até os funcionários, simplesmente gastando o
dinheiro dele em algum outro lugar. Então, o mais
adequado é pesquisar sempre se o que você oferece ao seu cliente é algo que só
é bom para você ou se trata do que se relaciona às necessidades dele. É o
cliente que define a permanência do seu negócio, seja em médio, em curto ou em
longo prazo. Logo, se pensar e agir diferente disso poderá sentir o gosto
amargo de sua demissão do mundo dos negócios.
*Jair Donato - Jornalista em
Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário,
especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jair@domnato.com.br

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