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segunda-feira, 14 de julho de 2014

RIR AINDA É UM BOM REMÉDIO
Artigo de Jair Donato*

Como está o seu humor hoje? Como ele tem se situado nos últimos tempos? Essa resposta agora pode ser o indicativo da sua saúde no futuro. Pois há efeitos comprovados sobre o impacto das emoções positivas sobre o organismo. Os gelotólogos, profissionais do ramo da medicina que aplicam tratamento pelo riso, afirmam isso. A medicina reconhece, assim como profissionais que estudam o comportamento humano, que o estado de bom humor traz benefícios em médio e longo prazo à saúde. Existem diversos hospitais americanos que fazem circular nas dependências internas, carrinhos com filmes de humor, brinquedos e jogos capazes de divertir os pacientes. As equipes visando promover a saúde dos pacientes organizam “salas de humor” onde eles juntamente com as famílias podem juntar-se aos funcionários para rirem ante o estímulo de vídeos engraçados e anedotas para depois submeterem-se à intervenções cirúrgicas; as enfermeiras são preparadas para contarem pelo menos uma história engraçada por dia aos pacientes. Os resultados tem sido fantásticos.

Pesquisadores do Instituto nacional do Câncer, EUA, publicaram um estudo que estima que as pessoas felizes são setenta vezes menos suscetíveis de contrair qualquer doença, inclusive o câncer. Os médicos descobriram que a substância denominada endorfina, quando liberada no momento do riso, além de agir como morfina, aliviando a dor física, também alivia a dor emocional. E ainda descobriram que a endorfina fortalece os linfócitos-T, do sistema imunológico e age nas terminações nervosas das células, relaxando os músculos e a pressão cai, juntamente com os batimentos cardíacos. Como conseqüência da paz e da alegria. Rir então é um ótimo método terapêutico e é muito importante para melhorar a autoestima naqueles dias em que a pessoa possa não estar bem.
           
Conduzir uma conversa em vários momentos do dia dentro de um clima bem humorado pode livrá-lo do agravamento de uma doença. O imunólogo americano Lee Berk demonstrou que o riso reduz ou bloqueia a secreção dos hormônios do estresse como o cortisol. Pesquisadores da escola médica do Japão observaram um grupo de pacientes que sofria de reumatismo crônico provocado por uma forma de deficiência imunológica. Em sessões diárias levaram-nos ao bom humor e constataram que algumas substâncias responsáveis pelo agravamento da doença voltavam ao nível normal. Há também estudos publicados pela classe médica sobre o efeito da tristeza realizado milhares de pessoas. Foi analisado que a tristeza prejudica diretamente o músculo do coração, triplicando o perigo de enfarte, assim como o fumo e a hipertensão.

Especialistas comprovam que uma gargalhada hilariante contagia beneficamente o organismo assim como atividades físicas praticadas nas academias. Dizem ainda que essa prática deve ser incorporada à rotina diária.       Mas, afinal, quanto custa um sorriso? Nada! E rende muito, enriquece quem o recebe, sem empobrecer que o oferece. Dura somente um instante e os efeitos perduram por muito tempo. Ninguém é tão pobre que não possa oferecê-lo a todos. E não há ninguém que precise tanto de um sorriso, como aquele que não sabe sorrir.

Psicólogos verificam que a capacidade de rir de nós mesmos é uma das melhores medidas para a saúde mental. Diante dessa necessidade vital que é o riso, para conquistar melhor qualidade de vida, talvez seja uma boa atitude colecionar as melhores piadas que você ouve e contá-las aos outros nos momentos lúdicos, ter sempre leituras divertidas à mão e fortalecer em si o elo do bom humor. Experimentos atestam que mesmo quando uma pessoa sorri involuntariamente, sem sentir nada, o cérebro recebe uma mensagem de que está tudo bem. Imagina quando você libera aquela gargalhada voluntária. Assim, sua a vida já não será a mesma.


*Jair Donato - Jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida.  E-mail: jair@domnato.com.br

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