RIR AINDA É UM BOM
REMÉDIO
Artigo de Jair Donato*
Como está o seu humor hoje? Como
ele tem se situado nos últimos tempos? Essa resposta agora pode ser o
indicativo da sua saúde no futuro. Pois há efeitos comprovados sobre o impacto
das emoções positivas sobre o organismo. Os gelotólogos, profissionais do ramo
da medicina que aplicam tratamento pelo riso, afirmam isso. A medicina
reconhece, assim como profissionais que estudam o comportamento humano, que o
estado de bom humor traz benefícios em médio e longo prazo à saúde. Existem diversos
hospitais americanos que fazem circular nas dependências internas, carrinhos
com filmes de humor, brinquedos e jogos capazes de divertir os pacientes. As
equipes visando promover a saúde dos pacientes organizam “salas de humor” onde eles
juntamente com as famílias podem juntar-se aos funcionários para rirem ante o
estímulo de vídeos engraçados e anedotas para depois submeterem-se à
intervenções cirúrgicas; as enfermeiras são preparadas para contarem pelo menos
uma história engraçada por dia aos pacientes. Os resultados tem sido
fantásticos.
Pesquisadores do Instituto nacional
do Câncer, EUA, publicaram um estudo que estima que as pessoas felizes são
setenta vezes menos suscetíveis de contrair qualquer doença, inclusive o
câncer. Os médicos descobriram que a substância denominada endorfina, quando
liberada no momento do riso, além de agir como morfina, aliviando a dor física,
também alivia a dor emocional. E ainda descobriram que a endorfina fortalece os
linfócitos-T, do sistema imunológico e age nas terminações nervosas das
células, relaxando os músculos e a pressão cai, juntamente com os batimentos
cardíacos. Como conseqüência da paz e da alegria. Rir então é um ótimo método
terapêutico e é muito importante para melhorar a autoestima naqueles dias em
que a pessoa possa não estar bem.
Conduzir uma conversa em vários
momentos do dia dentro de um clima bem humorado pode livrá-lo do agravamento de
uma doença. O imunólogo americano Lee
Berk demonstrou que o riso reduz ou bloqueia a secreção dos hormônios do
estresse como o cortisol. Pesquisadores da escola médica do Japão observaram um
grupo de pacientes que sofria de reumatismo crônico provocado por uma forma de
deficiência imunológica. Em sessões diárias levaram-nos ao bom humor e
constataram que algumas substâncias responsáveis pelo agravamento da doença
voltavam ao nível normal. Há também estudos publicados pela classe médica sobre
o efeito da tristeza realizado milhares de pessoas. Foi analisado que a
tristeza prejudica diretamente o músculo do coração, triplicando o perigo de
enfarte, assim como o fumo e a hipertensão.
Especialistas comprovam que uma
gargalhada hilariante contagia beneficamente o organismo assim como atividades
físicas praticadas nas academias. Dizem ainda que essa prática deve ser
incorporada à rotina diária. Mas,
afinal, quanto custa um sorriso? Nada! E rende muito, enriquece quem o recebe,
sem empobrecer que o oferece. Dura somente um instante e os efeitos perduram por
muito tempo. Ninguém é tão pobre que não possa oferecê-lo a todos. E não há
ninguém que precise tanto de um sorriso, como aquele que não sabe sorrir.
Psicólogos verificam que a
capacidade de rir de nós mesmos é uma das melhores medidas para a saúde mental.
Diante dessa necessidade vital que é o riso, para conquistar melhor qualidade
de vida, talvez seja uma boa atitude colecionar as melhores piadas que você ouve
e contá-las aos outros nos momentos lúdicos, ter sempre leituras divertidas à
mão e fortalecer em si o elo do bom humor. Experimentos atestam que mesmo
quando uma pessoa sorri involuntariamente, sem sentir nada, o cérebro recebe
uma mensagem de que está tudo bem. Imagina quando você libera aquela gargalhada
voluntária. Assim, sua a vida já não será a mesma.
*Jair Donato - Jornalista em
Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário,
especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jair@domnato.com.br

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