VIVE MELHOR QUEM RI MAIS
Artigo de Jair Donato*
Há quem acha que gente que tem
facilidade para rir não é séria, pode ser histeria ou algo que não faz sentido.
Por vezes há mesmo quem dá risadas em circunstâncias inadequadas, no entanto,
viver com mau humor pode ser sintoma de doença. Rir é um remédio poderoso,
contra todo tipo de dores e enfermidades. Hipócrates, o pai da medicina, no
século IV a.C., já utilizava animações e brincadeiras na recuperação dos
pacientes. Freud, criador da Psicanálise, no trabalho “A Graça e suas Relações
com o Inconsciente”, escrito em 1916, afirmou que uma cena cômica e o riso dela
decorrente melhoravam a saúde física e mental.
Atualmente, diversos estudos em
laboratórios científicos atestam o que também Frans Alexander, do Instituto de
Psicanálise de Chicago, em 1817, concluiu que o caráter liberador do riso é um
meio de extravasar as tensões e de evitar as doenças psicossomáticas.
O riso põe em movimento em torno de
quinze músculos faciais, produzindo dezoito contrações diferentes do diafragma
e uma contração parcial do abdômen, e multiplica por quatro a frequência
respiratória. Quando se faz uma cara de mau humor, por exemplo, a contração dos
músculos faciais é maior do que quando está sorrindo. Depois de uma gargalhada,
todos os músculos descansam, inclusive o coração.
Cientistas da Universidade de
Birmingham, EUA, liderados pelo professor John Gordon, descobriram que a
serotonina, substância que regula o humor no cérebro tem o poder de destruir
células cancerosas. Estudos comprovam que dez minutos de riso equivalem à duas
horas de sono. Também um grupo de fisiologistas norte-americanos do
Departamento de Fisiologia da Universidade de Harvard afirma que o riso pode
comparar-se a uma atividade esportiva e um minuto de hilaridade equivale a 45
minutos de relaxamento. O efeito de uma boa gargalhada é semelhante ao da
corrida estacionária com o auxílio de uma esteira na manutenção da boa forma.
Seja no trabalho ou na família
muitas pessoas perdem deixam de produzir excelentes momentos de convivência
alegre. A reação positiva de uma gargalhada no organismo aumenta a produção do
hormônio cortisol, com propriedades anti-inflamatórias. E mais, fortalece a
região abdominal e massageia o pâncreas. Melhora o sono e a performance sexual.
Há estudos que comprovam que um dos fatos das mulheres viverem em média oito
anos a mais que os homens se deve também ao fato delas sorrirem mais. Um desses
estudos foi realizado pela Faculdade de Guarulhos, São Paulo, e mostrou ainda
que através do riso elas se tornam ainda mais atraentes e intelectuais.
Existe uma conexão direta entre o
sorriso e o sistema nervoso central. Segundo importante estudo realizado na
Universidade da Califórnia, identificaram dezenove tipos diferentes de sorriso,
com uma característica em comum: todos eles provocam uma sensação agradável. Quando
alguém ri, libera também no cérebro um hormônio chamado beta-endorfina, analgésico
natural do organismo, que leva a se sentir bem. Rir é uma massagem e os
músculos da respiração se contraem e relaxam com mais rapidez, pois tal
movimento aumenta a capacidade pulmonar e a qualidade do oxigênio e do sangue
que chegam aos tecidos e órgãos.
Quando rimos todas as correntes
sanguíneas são oxigenadas, outros hormônios benéficos interagem no metabolismo,
eliminam vírus e aumentam o poder dos anticorpos no organismo. Para comprovar o
efeito benéfico da endorfina, hormônio liberado com uma boa gargalhada, na cura
de pacientes, alguns hospitais americanos estão implementaram atividades
humorísticas com o intuito de acelerar o processo de recuperação dos pacientes.
Mas, e você vive bem humorado? Este assunto continua no próximo artigo.
*Jair Donato - Jornalista em
Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário,
especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jair@domnato.com.br

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